Primeiro teste de 2026 revela equilíbrio entre Mercedes, McLaren e Red Bull
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Mercedes lidera em velocidade e Red Bull impressiona com novo motor enquanto Aston Martin enfrenta início de 2026 complicado
São Paulo, 14 de fevereiro de 2026. O encerramento do primeiro ciclo de testes da Fórmula 1 em 2026, no Bahrein, revelou um grid de contrastes acentuados sob o novo regulamento, com 11 equipes e 22 pilotos acumulando quilometragem em Sakhir. Enquanto a Mercedes ditou o ritmo absoluto com Kimi Antonelli, a McLaren e a Williams provaram solidez extrema ao acumularem 422 voltas cada. Em contrapartida, a Aston Martin enfrentou dificuldades físicas e técnicas nos dois primeiros dias, sinalizando um cenário desafiador para o time de Silverstone.
O terceiro e último dia de testes de pré-temporada registrou um número muito alto de voltas, com as equipes testando configurações e buscando aprender mais sobre motores e chassis. A McLaren, empatada com a Williams na liderança de quilometragem com 422 giros, mostrou-se satisfeita com o que conquistou. Oscar Piastri, ao cravar 1m 34,549s, consolidou o otimismo de Woking, reiterado por Lando Norris, que destacou o "bom aprendizado" do segundo dia. Já a Williams, que esteve ausente do shakedown em Barcelona, viu o "clima melhorar" internamente, segundo James Vowles, ao atingir as mesmas 422 voltas com Alex Albon registrando 1m 36,793s.
Na garagem da Mercedes, a sexta-feira foi produtiva após dois dias problemáticos. George Russell focou em voltas curtas e testes com tanque cheio, completando uma distância de corrida para encerrar a manhã, mas sugeriu, em fala na sexta-feira, que a Mercedes deixou a desejar após as falhas de quarta e quinta-feira. À tarde, Kimi Antonelli registrou a marca mais rápida do teste: 1m 33,669s. Embora tenha ficado um pouco aquém do tempo para terminar sua simulação de corrida, o jovem marcou o melhor tempo do dia. Andrew Shovlin admitiu que a equipe passou "muito mais tempo na garagem do que gostaríamos" e que foi difícil manter o carro na "faixa ideal" no calor do Bahrein.
A Ferrari utilizou o carro básico 'Spec-A' para colher dados. Lewis Hamilton somou 150 voltas, concentrando-se em comparar configurações com o pneu Pirelli C3 pela manhã e avaliar o comportamento dos compostos C1 e C2 à tarde, terminando o dia muito animado com o progresso, apesar de uma interrupção tardia na tarde de sexta-feira. Foi de Hamilton a volta mais rápida da equipe no teste, com o tempo de 1m 34,209s. "O SF-26 tem apresentado um bom desempenho geral, mas esta geração é complexa", afirmou o heptacampeão. A equipe espera levar um pacote de atualizações substancial, que será a especificação para a primeira corrida, para os testes da próxima semana no Bahrein. Charles Leclerc, por sua vez, admitiu seguir "muito cauteloso" na avaliação.
O projeto Red Bull Ford Powertrains chamou a atenção. Mesmo com Isack Hadjar perdendo parte da manhã de quinta-feira por uma falha, o motor — em desenvolvimento há apenas três anos e meio por um departamento recém-criado — funcionou de forma confiável mais uma vez. O diretor técnico Pierre Wache elogiou a unidade de potência, que completou 120 voltas no último dia. Wache celebrou o caminho encontrado no acerto por Verstappen (1m 34,798s) e Hadjar, embora admita que resta trabalho para melhorar o equilíbrio.
A Haas apresentou bom desempenho sob o comando de Ayao Komatsu, acumulando 390 voltas — atrás apenas de McLaren, Williams e Ferrari. Komatsu afirmou que o time está "no caminho certo" com seu programa, enquanto Ollie Bearman registrou 1m 35,394s. A Audi embarca em sua temporada de estreia sob o nome da fabricante alemã (antiga Kick Sauber), enfrentando uma curva de aprendizado, mas Nico Hulkenberg elogiou o "bom passo à frente" em performance e confiabilidade após 353 giros e o tempo de 1m 36,291s. Na Alpine, Steve Nielsen afirmou que o carro é "muito melhor do que no ano passado" após 318 voltas, apesar das interrupções de Franco Colapinto (1m 35,806s) e Pierre Gasly.
A Aston Martin viveu testes conturbados, com a fonte registrando 206 voltas totais, embora a narrativa mencione 202 voltas completadas antes da análise para o segundo teste. Lance Stroll completou 72 voltas na sexta-feira — cerca de um terço do total do time — mas menos da metade do volume de Piastri. Pedro de la Rosa admitiu que a equipe está "atrasada em relação ao cronograma" e "não onde gostaria de estar". Mike Krack acrescentou: "Somos realistas e sabemos que ainda há muito potencial de desempenho a ser explorado neste pacote". Fernando Alonso marcou 1m 38,248s.
Por fim, a Racing Bulls teve uma "semana muito boa" segundo Alan Permane, totalizando 326 voltas com Liam Lawson (1m 36,808s) e Arvid Lindblad, que afirmou sentir-se "mais confortável com seu novo veículo". A Cadillac encerrou com 320 voltas e o chefe Graeme Lowdon considerou o teste "muito produtivo", com a volta mais rápida de Valtteri Bottas em 1m 36,824s.
Carlos Rossi











































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