top of page

A prova de fogo em Portimão: Pedro Lima e a gestão do imponderável

  • Foto do escritor: Carlos Rossi | Kabé
    Carlos Rossi | Kabé
  • há 60 minutos
  • 2 min de leitura
A segunda etapa da F4 Winter Series, realizada no Autódromo Internacional do Algarve, consolidou-se como um divisor de águas técnico para Pedro Lima. Em um fim de semana onde o clima instável de Portimão ditou o ritmo das estratégias, o paulista de 15 anos enfrentou um arco completo de aprendizado no automobilismo europeu. Entre o asfalto saturado e o vultoso grid de 33 competidores, o titular do carro # 53 da equipe VAR demonstrou que sua transição internacional é pautada pela resiliência
Pedro Lima (Fotocar13/Divulgação)

Brasileiro encerra rodada tripla em Portugal com marca de 26 corridas sem abandonos interrompida por incidente, mas reage com escalada técnica e duelo decidido por milésimos


A segunda etapa da F4 Winter Series, realizada no Autódromo Internacional do Algarve, consolidou-se como um divisor de águas técnico para Pedro Lima. Em um fim de semana onde o clima instável de Portimão ditou o ritmo das estratégias, o paulista de 15 anos enfrentou um arco completo de aprendizado no automobilismo europeu. Entre o asfalto saturado e o vultoso grid de 33 competidores, o titular do carro # 53 da equipe VAR demonstrou que sua transição internacional é pautada pela resiliência, convertendo um abandono inédito em performance de recuperação e combatividade até a bandeirada final.


O cenário em solo lusitano impôs a Lima a interrupção de uma marca estatística significativa. Até a primeira bateria deste sábado, o piloto carregava um histórico de 26 largadas consecutivas em monopostos sem qualquer registro de abandono — um dado que remete à sua consistência na F4 Brasil em 2025. Contudo, sob chuva intensa, a dinâmica da largada no Algarve provou-se traiçoeira: ao desviar de carros estáticos nas primeiras filas, o toque na roda traseira forçou seu primeiro retiro técnico da carreira. A resposta a esse revés foi imediata e de alto nível. Com o chassi recomposto pela Van Amersfoort Racing, Lima entregou uma segunda prova de franca ascensão. Partindo da 12ª posição sob forte spray, o brasileiro explorou o lado interno do traçado para superar quatro adversários em uma única volta, assegurando o oitavo lugar e seu segundo top-10 na competição.


O encerramento da etapa, na terceira corrida deste domingo, foi um exercício de precisão e resistência. Largando em décimo, Lima manteve-se no pelotão de frente, superando o companheiro de equipe Rocco Coronel após a neutralização pelo safety-car. No entanto, a degradação dos pneus de chuva em um asfalto que iniciava o processo de secagem exigiu uma condução defensiva nos giros finais. O veredito foi decidido no limite do cronômetro: em um sprint emparelhado até a linha de chegada, Pedro foi superado pela tração de um oponente por apenas 0.068s. O 11º lugar, embora fora da zona de pontos por milésimos, encerra um ciclo de evolução nítida antes da sequência de provas em Valência, Aragón e Barcelona.


“Tivemos um fim de semana bem produtivo, andando um pouco mais à frente que na estreia no Estoril. O campeonato agora vai para três etapas na Espanha. Estou muito motivado para aprender esses circuitos e continuar melhorando com o time”, avaliou Lima, que já foca na rodada de Valência no próximo fim de semana, como parte de sua preparação para os certames Italiano e EuroF4.


Carlos Rossi

Comentários


1/118
bottom of page