Fórmula 1 2026: Mercedes fecha 1º teste no Bahrein com Russell líder da manhã e Antonelli mais rápido à tarde
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Após dois dias marcados por problemas de confiabilidade, equipe melhora ritmo no terceiro dia, completa simulações de corrida e reconhece necessidade de evolução antes do segundo teste
São Paulo, 13 de fevereiro de 2026. No último dia do primeiro teste da pré-temporada 2026 da Fórmula 1 no Bahrein, a Mercedes dividiu o W17 entre George Russell e Kimi Antonelli, trabalhou voltas rápidas e simulações de corrida, liderou a sessão da manhã e foi mais veloz à tarde, encerrando uma semana impactada por problemas de confiabilidade e desempenho abaixo do esperado antes do segundo teste.
O encerramento das atividades em Sakhir confirmou uma dinâmica já observada ao longo da semana: tentativa de recuperar quilometragem perdida após dois dias difíceis e foco em cumprir o programa técnico previsto. George Russell assumiu o cockpit na sessão matutina e registrou o melhor tempo do período. À tarde, com condições mais frias, Kimi Antonelli superou a marca do companheiro.
A programação de sexta-feira foi estruturada com prioridade inicial para trabalho de volta única. Em seguida, ambos migraram para trechos com tanque cheio, culminando em simulações de corrida para fechar o ciclo da primeira bateria de testes. Russell completou 78 voltas pela manhã, enquanto Antonelli percorreu 64 giros na sessão vespertina.
Os dois primeiros dias haviam sido comprometidos por diversos problemas de confiabilidade que afetaram o cronograma da equipe. A limitação de tempo de pista reduziu significativamente a quilometragem planejada, impactando a coleta de dados. Russell destacou a importância de um dia mais produtivo após as dificuldades iniciais.
“Tivemos um dia muito mais produtivo no Bahrein do que nos dois anteriores. Isso foi importante considerando o quanto de rodagem havíamos perdido. Conseguimos trabalhar em voltas rápidas e em trechos com alto combustível, completando uma distância de corrida ao final da manhã”, afirmou.
O britânico reconheceu, porém, que o desempenho ainda não corresponde ao patamar esperado. “Enfrentamos dificuldades de confiabilidade nesta semana e nossa performance não esteve onde queremos. Hoje o carro pareceu melhor equilibrado do que nos dias anteriores e nosso ritmo foi razoável. Dito isso, está claro que nossos concorrentes pareceram muito mais fortes do que estavam em Barcelona e temos trabalho a fazer para alcançá-los.”
Antonelli também relatou as limitações enfrentadas. Nos dois primeiros dias, ele completou pouco mais de 30 voltas no total, o que restringiu sua adaptação ao carro no traçado do Bahrein. A sessão da tarde de sexta representou, segundo o piloto, o primeiro momento consistente de entendimento do W17 na pista.
“Foi um teste difícil para nós como equipe, particularmente do meu lado. Tivemos vários problemas de confiabilidade que fizeram com que eu completasse pouco mais de 30 voltas nos dois primeiros dias. Por isso foi uma boa tarde hoje, realmente a primeira vez em que consegui entender melhor o carro aqui no Bahrein. Conseguimos realizar uma boa quantidade de trabalho de volta única e chegamos perto de concluir uma simulação de corrida.”, declarou Kimi.
O jovem piloto italiano ressaltou que, apesar da frustração, é preferível que as falhas ocorram durante os testes. “É muito melhor que esses problemas aconteçam agora e possamos trabalhar nas soluções, do que durante fins de semana de corrida. A equipe já está trabalhando para resolver parte das questões e esperamos voltar mais fortes na próxima semana. Alguns de nossos rivais tiveram uma semana mais tranquila aqui e precisamos extrair mais do nosso pacote.”
A avaliação técnica foi complementada por Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista, que classificou a sexta-feira como o dia mais forte da equipe neste primeiro teste, embora ainda com tempo excessivo na garagem.
“Tivemos nosso dia mais forte deste primeiro teste hoje, mas ainda passamos mais tempo na garagem do que gostaríamos. Não alcançamos o que queríamos neste primeiro teste e uma boa parte do trabalho agora foi transferida para o segundo e último teste da próxima semana. É frustrante, mas faz parte dos testes; é importante enfrentar esses desafios antes do início da temporada.”
Shovlin também observou que houve progresso em termos de ritmo ao longo do dia, mas destacou que o W17 foi mais difícil de manter dentro de uma “janela ideal” no Bahrein do que havia sido em Barcelona. Segundo ele, a equipe tem uma base razoável para levar ao segundo teste, mas reconhece que alguns concorrentes, beneficiados por uma semana mais estável, estão em posição mais favorável neste momento.
Com o primeiro teste concluído, a Mercedes agora se concentra na análise completa dos dados coletados ao longo dos três dias antes do retorno à pista na próxima quarta-feira, 18 de fevereiro, para a segunda e última sessão de pré-temporada. O objetivo é evoluir o pacote e reduzir a diferença percebida para os rivais antes da abertura do campeonato em Melbourne.
Carlos Rossi












































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