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Ferrari impõe ritmo e McLaren confirma consistência no segundo dia da pré-temporada 2026

  • há 2 dias
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Atualizado: há 11 horas

O segundo dia de testes no Bahrein terminou com Charles Leclerc (Ferrari) liderando com 1min34s273, superando Lando Norris (McLaren) por três décimos. Contudo, o destaque foi o contraste nos bastidores: enquanto o novo motor Red Bull Ford impressionou pela confiabilidade, a Mercedes trocou o propulsor de Kimi Antonelli após apenas três voltas. Já a Aston Martin admitiu crise no projeto de Adrian Newey, citando falta de equilíbrio e atraso de quatro meses para integrar o motor Honda e peças próprias.
Ferrari Media Center

Ferrari estabelece melhor marca da pré-temporada no Bahrein em dia marcado por problemas de motor na Mercedes e desafios de desenvolvimento no primeiro projeto de Newey para a Aston Martin.



São Paulo, 12 de fevereiro de 2026. O segundo dia de testes no Bahrein terminou com Charles Leclerc (Ferrari) liderando com 1min34s273, superando Lando Norris (McLaren) por três décimos. Contudo, o destaque foi o contraste nos bastidores: enquanto o novo motor Red Bull Ford impressionou pela confiabilidade, a Mercedes trocou o propulsor de Kimi Antonelli após apenas três voltas. Já a Aston Martin admitiu crise no projeto de Adrian Newey, citando falta de equilíbrio e atraso de quatro meses para integrar o motor Honda e peças próprias. Lando Norris completou 149 voltas — uma das maiores quilometragens da sessão — mantendo regularidade em stints longos. A equipe britânica priorizou claramente confiabilidade e coleta de dados, e o comportamento do carro em sequências extensas sugere um pacote menos sensível a degradação térmica, ponto crítico no Bahrein.


No lado da Red Bull, o cenário foi de recuperação agressiva. Isack Hadjar perdeu toda a manhã devido a um problema técnico não divulgado — o francês chegou a ser visto em trajes casuais no terraço da equipe enquanto os mecânicos trabalhavam —, mas retornou à tarde para completar 87 voltas. O desempenho do inédito motor Red Bull Ford, que se mostrou notavelmente confiável em sua estreia, já é apontado por fontes do paddock como a nova referência do grid para 2026. A avaliação é corroborada pelo chefe da Mercedes, Toto Wolff, que vê a rival reagindo melhor ao novo regulamento, apesar dos problemas pontuais de Hadjar e da perda da liderança na folha de tempos.


A Mercedes, por sua vez, correu contra o relógio. Após a falha no motor de Antonelli, a troca completa dele permitiu que George Russell fosse à pista uma hora após o início da sessão vespertina. O inglês completou 110 voltas em uma tentativa desesperada de recuperar o tempo perdido no acerto do carro, que já vinha comprometido por falhas na suspensão desde a quarta-feira. Andrew Shovlin, diretor de pista, admitiu que a equipe "ainda está atrasada no acerto", embora Russell tenha conseguido colocar o carro em uma janela razoável no fim do dia. Em trajetória oposta, a Audi celebrou um dia produtivo. A nova equipe de fábrica trouxe uma atualização aerodinâmica significativa para o Bahrein, com Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto focando no mapeamento do motor e no uso de ferramentas como Boost e Overtake. Hulkenberg relatou um avanço claro de performance em relação ao shakedown de Barcelona.


"Minha participação neste primeiro teste está concluída. Completamos o programa sem problemas, o que é sempre positivo", resumiu Charles Leclerc, que acumulou 142 voltas (769 km). A Ferrari executou um cronograma dividido: foco em acerto pela manhã com pneus C3 e simulações de corrida à tarde, alternando os compostos C1, C2 e C3, com o monegasco registrando 1min35s107 em sua melhor passagem vespertina. O uso de pneus seguiu a lógica de durabilidade, com o C3 respondendo por 52% da quilometragem total (649 voltas), seguido pelo C2 (28%) e C1 (21%). Ninguém utilizou compostos intermediários. Equipes como Racing Bulls e Cadillac realizaram stints longos de 22 e 19 voltas, respectivamente, para medir a degradação no asfalto que variou entre 25°C e 42°C.


O dia também marcou a ausência de Max Verstappen, Lewis Hamilton e Oscar Piastri, que permaneceram nos boxes enquanto quatro pilotos faziam sua estreia na sessão. A Aston Martin, sob pressão, encara o fato de que pode levar meses para entrar na disputa real, vendo seu projeto de longo prazo (iniciado em 2021) enfrentar dores de parto severas com a integração de tantas peças novas. As atividades em Sakhir serão retomadas na sexta-feira, das 10h às 19h (horário local), com a expectativa de Verstappen e Hadjar dividindo o carro da Red Bull para a conclusão dos trabalhos.


Carlos Rossi | Red Line Motorsport

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