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George Russell segura Max Verstappen por 0,196s e vence o GP do Azerbaijão

há 1 dia
5 min de leitura
George Russell resistiu à pressão de Max Verstappen até a reta de chegada e venceu o GP do Azerbaijão por 0,196s neste sábado. Foi a terceira vitória do piloto da Mercedes na temporada e a oitava de sua carreira. Isack Hadjar terminou em terceiro em uma corrida de 51 voltas marcada por duas entradas do Safety Car e sete pilotos que não chegaram ao fim.
George Russell (Sam Bagnall/Sutton Images)

Piloto da Mercedes conquista a terceira vitória da temporada; Isack Hadjar completa o pódio duplo da Red Bull em Baku


São Paulo, 26 de setembro de 2026. George Russell resistiu à pressão de Max Verstappen até a reta de chegada e venceu o GP do Azerbaijão por 0,196s neste sábado. Foi a terceira vitória do piloto da Mercedes na temporada e a oitava de sua carreira. Isack Hadjar terminou em terceiro em uma corrida de 51 voltas marcada por duas entradas do Safety Car e sete pilotos que não chegaram ao fim.


Ao contrário do que ocorre habitualmente na Fórmula 1, a corrida foi disputada no sábado. Nas voltas finais, a batida de Valtteri Bottas provocou uma bandeira amarela, mas não impediu Russell e Verstappen de disputar a última volta. O holandês chegou a emparelhar com a Mercedes na reta final e recebeu a bandeirada em segundo, ainda sem vitórias na temporada. Charles Leclerc ficou em quarto, à frente de Kimi Antonelli e Lewis Hamilton.


A primeira neutralização ocorreu após o abandono de Alex Albon. Uma travada de pneus na curva 6 levou o carro da Williams à barreira. Durante o Safety Car, os líderes foram aos boxes para colocar pneus novos; a Red Bull atendeu Verstappen e Hadjar em sequência, sem alterar a ordem dos dois. Na relargada, Russell permaneceu à frente, enquanto Verstappen tomou de Oscar Piastri o segundo lugar.


A corrida voltou a ser neutralizada logo depois. Franco Colapinto travou os pneus na aproximação da curva 1 e colidiu com seu companheiro de Alpine, Pierre Gasly. O carro de Gasly atingiu o de Lando Norris, e os três abandonaram. Russell manteve Verstappen atrás na relargada seguinte. Piastri ocupava o terceiro lugar quando também travou os pneus na primeira curva, precisou retornar à pista e caiu para 15º. Terminou em 14º.


Até a primeira entrada do Safety Car, Russell havia conduzido a prova com vantagem. O britânico largara da pole position, obtida com 0,837s sobre Leclerc — a maior margem do ano na classificação —, e abriu 1,2s nas primeiras voltas. Perto da metade da corrida, estava quase 10 segundos à frente de Piastri. Depois de raspar o muro na curva 15, pediu à Mercedes atenção à pressão dos pneus. Sua vitória anterior havia ocorrido na oitava etapa, na Áustria.


Piastri buscava se recuperar do abandono sofrido em Baku em 2025. Partiu da segunda fila ao lado de Hadjar, com Norris e Hamilton na fila seguinte, e assumiu o segundo lugar na largada. Norris passou Hadjar, mas o francês recuperou a posição e depois ultrapassou Leclerc para chegar ao terceiro lugar. Verstappen também deixou a Ferrari para trás e, após uma orientação da Red Bull, passou Hadjar na reta principal. O holandês registrou a volta mais rápida da corrida, enquanto Piastri relatava dificuldades com os pneus traseiros.


A escolha de pneus dividiu o grid. Russell, Verstappen, Norris, Gasly e Colapinto estavam entre os pilotos que partiram com médios. Leclerc, Piastri, Hadjar, Hamilton e Bearman usaram macios, assim como Alonso e Stroll na parte de trás. Antonelli também largou com médios. Durante a prova, Verstappen relatou que seus pneus “não estavam bons”. Hadjar questionou o ritmo do companheiro e pediu à Red Bull que o incentivasse a continuar forçando. Depois mudou de ideia e disse que os pneus ainda apresentavam bom desempenho.


Após a parada da Red Bull sob o Safety Car, Hadjar disse que “precisaria da ajuda dele com Piastri”, em referência a Verstappen. Antes da relargada, recebeu um alerta sobre vibrações na caixa de câmbio. Mais atrás, Lindblad tocou na roda traseira do carro de Lawson durante uma disputa entre os pilotos da Racing Bulls. O neozelandês ironizou o lance: “Adoro ser derrubado pelo meu companheiro de equipe. Isso é demais.”


Antonelli terminou em quinto depois de largar em 16º e cair para 17º no início da corrida. O líder do campeonato havia batido no muro da curva 1 na primeira parte da classificação, e os danos o impediram de continuar na sessão. Na prova, ganhou posições ao longo do pelotão e passou Hamilton na reta principal quando faltavam oito voltas. Norris, antes de abandonar, havia perdido posições para Hamilton, Gasly e o próprio Antonelli após duas travadas de pneus.


O grid também sofreu alterações por punições. Carlos Sainz passou de 9º para 14º por uma infração sob bandeira amarela. Sergio Perez foi penalizado por atrapalhar Piastri, mas permaneceu em 20º. Fernando Alonso e Lance Stroll foram enviados à última fila pelo uso de componentes adicionais na unidade de potência. Nenhum dos dois terminou a corrida: Stroll parou na volta 9 por um problema de pressão da água, e Alonso também teve um problema no carro.


Nas posições finais que renderam pontos, Arvid Lindblad superou Esteban Ocon na linha de chegada por 0,030s e ficou em sétimo. Oliver Bearman terminou em nono. A duas voltas do fim, Sainz tomou de Nico Hulkenberg o décimo lugar e o último ponto disponível. Com Ocon e Bearman entre os dez primeiros, a Haas voltou a pontuar após o GP de Mônaco e colocou seus dois carros na zona de pontos pela primeira vez nesta temporada.


A próxima parada da Fórmula 1 na sequência de três corridas será o GP do Bahrein na Malásia, de 2 a 4 de outubro.


Resultado do GP do Azerbaijão

1º George Russell (Mercedes, #63) — 51 voltas; 1:38:02.143; 25 pontos

2º Max Verstappen (Red Bull Racing, #3) — 51 voltas; +0,196s; 18 pontos

3º Isack Hadjar (Red Bull Racing, #6) — 51 voltas; +10,704s; 15 pontos

4º Charles Leclerc (Ferrari, #16) — 51 voltas; +14,136s; 12 pontos

5º Kimi Antonelli (Mercedes, #12) — 51 voltas; +14,512s; 10 pontos

6º Lewis Hamilton (Ferrari, #44) — 51 voltas; +22,382s; 8 pontos

7º Arvid Lindblad (Racing Bulls, #41) — 51 voltas; +31,159s; 6 pontos

8º Esteban Ocon (Haas, #31) — 51 voltas; +31,189s; 4 pontos

9º Oliver Bearman (Haas, #87) — 51 voltas; +31,929s; 2 pontos

10º Carlos Sainz (Williams, #55) — 51 voltas; +32,416s; 1 ponto

11º Nico Hulkenberg (Audi, #27) — 51 voltas; +33,231s; 0 pontos

12º Liam Lawson (Racing Bulls, #30) — 51 voltas; +34,013s; 0 pontos

13º Gabriel Bortoleto (Audi, #5) — 51 voltas; +34,230s; 0 pontos

14º Oscar Piastri (McLaren, #81) — 51 voltas; +36,401s; 0 pontos

15º Sergio Perez (Cadillac, #11) — 51 voltas; +41,400s; 0 pontos

16º Valtteri Bottas (Cadillac, #77) — 49 voltas; DNF; 0 pontos


Não classificados: 

Franco Colapinto (Alpine, #43), 36 voltas;

Pierre Gasly (Alpine, #10), 35;

Lando Norris (McLaren, #1), 35;

Alex Albon (Williams, #23), 29;

Fernando Alonso (Aston Martin, #14), 20;

Lance Stroll (Aston Martin, #18), 7.


*Resultados provisórios

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