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Brasil tem Dudu Barrichello, Augusto Farfus e Pipo Derani nas 6 Horas de Fuji pela FIA-WEC

há 10 minutos
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A pole position de Dudu Barrichello na LMGT3 em Austin e o sétimo lugar do Genesis #17, melhor resultado da fabricante no Mundial, antecedem a participação brasileira nas 6 Horas de Fuji. Augusto Farfus completa o grupo na sexta etapa do FIA World Endurance Championship, marcada para este fim de semana, de 25 a 27 de setembro, no Japão.
BMW de Augusto Farfus, Sean Gelael e Darren Leung (Julien Delfosse / DPPI

Etapa japonesa reúne disputas apertadas pelos títulos em uma pista cuja reta de 1,475 quilômetro está entre as mais longas do automobilismo mundial


São Paulo, 24 de setembro de 2026. A pole position de Dudu Barrichello na LMGT3 em Austin e o sétimo lugar do Genesis #17, melhor resultado da fabricante no Mundial, antecedem a participação brasileira nas 6 Horas de Fuji. Augusto Farfus completa o grupo na sexta etapa do FIA World Endurance Championship, marcada para este fim de semana, de 25 a 27 de setembro, no Japão.


Barrichello disputará a prova com o Aston Martin Vantage AMR LMGT3 #23 da Heart of Racing Team, cuja formação também terá Gray Newell e Jonny Adam. O primeiro lugar no grid obtido no Circuit of The Americas dá sequência à segunda temporada do brasileiro no campeonato e o leva novamente a uma pista na qual já demonstrou velocidade.


Foi em Fuji que Dudu conquistou uma de suas poles durante o ano de estreia no FIA WEC, em 2025. Ao final daquela temporada, o desempenho apresentado pelo brasileiro lhe rendeu o reconhecimento de Revelação do Ano do campeonato.


Na Hypercar, Toyota e BMW chegam separadas por nove pontos na classificação de fabricantes. A equipe japonesa ocupa a primeira posição com 140, enquanto a rival alemã soma 131. A Ferrari aparece na sequência com 114 pontos, depois de terminar em segundo em São Paulo e vencer no Texas.


O campeonato de pilotos da classe principal também apresenta um empate na liderança. Mike Conway, Kamui Kobayashi e Nyck de Vries têm a mesma pontuação de Robin Frijns e René Rast. Essa igualdade aumenta o peso dos pontos distribuídos em Fuji, a antepenúltima etapa da temporada.


A LMGT3 reúne nove fabricantes em uma disputa equilibrada. A vitória da Corvette na classe durante as 24 Horas de Le Mans colocou a marca na liderança, e o carro #33 chega ao Japão na ponta com Jonny Edgar, Nicky Catsburg e Ben Keating. Alessio Rovera, Simon Mann e François Hériau, da Ferrari #21 da VISTA AF Corse, são seus concorrentes mais próximos.


Derani será o único brasileiro na Hypercar. Ele conduzirá o Genesis GMR-001 #17 da Genesis Magma Racing em parceria com André Lotterer e Mathys Jaubert. Na etapa anterior, o carro terminou em sétimo no Circuit of The Americas e alcançou a melhor colocação da fabricante desde sua entrada no FIA WEC.


A atuação em Austin confirmou o avanço do projeto e leva a Genesis ao Japão em seu melhor momento desde a estreia, elevando a expectativa para Fuji. Derani participa do programa desde o desenvolvimento do GMR-001, processo ao qual incorporou o conhecimento adquirido em sua trajetória pelas principais provas de endurance do mundo.


Fuji será a única passagem do FIA WEC pela Ásia em 2026. As atividades começam na sexta-feira, 25 de setembro, com dois treinos livres. O sábado terá a terceira sessão, as classificações e as Hyperpoles de Hypercar e LMGT3. A disputa pelas dez primeiras posições na Hyperpole terá início às 14h no horário local, correspondente ao fuso GMT+9.


A prova começará às 11h de domingo no Japão. Para o público brasileiro, a bandeira verde será dada às 23h de sábado, 26 de setembro, com a chegada prevista para as 5h de domingo. Esporte na Band, JP Esportes e Grande Prêmio exibirão a corrida gratuitamente pelo YouTube. O FIAWEC+, plataforma oficial de streaming do Mundial, também fará a transmissão.

Augusto Farfus conduzirá o BMW M4 LMGT3 Evo #32 da Team WRT com Darren Leung e Sean Gelael. Piloto oficial da BMW, o curitibano reúne a experiência nas corridas de longa duração ao conhecimento do trabalho desenvolvido pela fabricante alemã.


O histórico recente do BMW M4 em Fuji inclui resultados entre os três primeiros nas duas provas realizadas desde a chegada da LMGT3 ao campeonato, em 2024. Restando apenas duas etapas depois da rodada japonesa, o fim de semana oferece a Farfus e à Team WRT uma nova chance de acrescentar um resultado importante à campanha.


A Toyota é a fabricante com o maior número de vitórias no circuito durante a era do FIA WEC. Desde que o Fuji Speedway passou ao seu controle, em 2000, foram realizadas 12 corridas do Mundial no local. A marca japonesa ganhou nove delas, quantidade equivalente a 75% das edições. Seu triunfo mais recente na pista aconteceu em 2023.


A edição de 2025 terminou com a Alpine na primeira posição da Hypercar e marcou a 100ª corrida da história do FIA WEC. O circuito acompanha o campeonato desde sua criação, em 2012, e já recebeu 12 etapas, número que o coloca como o quarto mais visitado da competição.


A relação de Fuji com o endurance começou antes do atual Mundial. Entre 1982 e 1988, o autódromo fez parte do Campeonato Mundial de Carros Esporte. Seu projeto inicial previa um superspeedway com curvas completamente inclinadas, configuração posteriormente substituída pelo traçado atual de 4,563 quilômetros e 16 curvas.


Tradição e dificuldade técnica se encontram no Fuji Speedway, instalado aos pés do Monte Fuji. O autódromo ocupa lugar de destaque no automobilismo japonês e oferece características pouco comuns em relação aos demais compromissos da temporada.


Fuji apresenta a segunda menor extensão por volta do calendário, mas abriga uma reta principal de 1,475 quilômetro. O trecho está entre os mais longos de todo o automobilismo e permite que os Hypercars ultrapassem 330 km/h.


A longa aceleração termina em um setor composto por curvas lentas e técnicas. Por isso, as equipes precisam encontrar um acerto que preserve a eficiência aerodinâmica na reta sem comprometer a aderência exigida nas partes mais fechadas do circuito.


Em uma corrida de seis horas, as condições meteorológicas da região podem redesenhar o cenário. Variações de temperatura, chuva e trechos úmidos têm potencial para modificar por completo a escolha dos pneus e o planejamento das paradas. Essa variável contribui para os desfechos imprevisíveis que fazem parte do histórico da prova.


O grid de 2025 não antecipou nenhum dos vencedores: em todas as categorias, quem triunfou havia partido além das três primeiras filas. O FIA WEC nunca havia registrado essa combinação em uma mesma corrida. Nas edições de 2024 e 2025, os pilotos que conquistaram as poles também não terminaram no pódio.


*Pontuação extraoficial Carlos Rossi / Red Line Motorsport

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