Porsche conquista primeira vitória de 2026 na LMGT3 em Barcelona
há 1 dia
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Augusto Farfus termina em décimo e Eduardo Barrichello, em 12º; triunfo do #92 aproxima trio vencedor da liderança antes da decisão em Monza
São Paulo, 18 de outubro de 2026. O Porsche 911 GT3 R #92 da The Bend Manthey venceu a LMGT3 das 6 Horas de Barcelona no domingo (18 de outubro), pela penúltima etapa do FIA WEC, por pouco menos de cinco segundos sobre o McLaren #10 da Garage 59. Yasser Shahin, Riccardo Pera e Richard Lietz conquistaram a primeira vitória da fabricante alemã em 2026 na classe e encerraram o maior jejum da Porsche na categoria, que durava desde as 24 Horas de Le Mans de 2025.
Entre os brasileiros, Augusto Farfus terminou em décimo com o BMW M4 GT3 EVO da Team WRT. Ele havia vencido a etapa anterior, as 6 Horas de Fuji, no Japão. Eduardo Barrichello recebeu a bandeirada em 12º com o Aston Martin Vantage AMR GT3 #23 da Heart of Racing.
A vantagem de Jonny Edgar, do Corvette #33, sobre o trio vencedor do #92 caiu para 18 pontos. A Racing Team Turkey by TF Corvette #34 também segue na disputa, quatro pontos atrás. A decisão será nas 6 Horas de Monza, com 26 pontos ainda disponíveis.
O McLaren #10 da Garage 59 ficou em segundo com Antares Au, Tom Fleming e Marvin Kirchhöfer, enquanto o BMW #69 da Team WRT completou o pódio. A quarta posição foi do Corvette #34 de Salih Yoluç, Peter Dempsey e Charlie Eastwood. O resultado da The Bend Manthey fez do #92 o sétimo vencedor diferente nas sete corridas de 2026 na LMGT3, classe baseada em carros de produção.
A segunda posição só foi definida nos momentos finais, quando Kirchhöfer ultrapassou Daniel Harper. O norte-irlandês havia colocado o BMW M4 Evo #69, com pintura da BASF, em segundo durante a quarta hora, aproveitando o ritmo do carro em pista seca. No McLaren, a condução passara de Au para Fleming antes da entrada de Kirchhöfer. O #10 ainda enfrentou um furo de pneu provocado por contato com o Proton Mustang #77, mas terminou à frente do BMW.
Shahin, australiano eleito Piloto da Corrida pela Goodyear Wingfoot, comentou: “Sou um grande fã de condições mistas e gosto de pilotar na chuva”. E explicou: “O carro obviamente tem um desempenho muito bom no molhado também, então tudo se encaixou perfeitamente. Também tínhamos testado aqui, o que foi uma grande vantagem, então estávamos confiantes e foi uma daquelas corridas em que tudo deu certo. Antes de entrar no carro, Richard [Lietz] me disse: 'Estou com inveja, porque essas são as condições em que um piloto quer pilotar' – e ele estava certo!”
Sobre a temporada, Shahin afirmou: “Tivemos um início de ano fantástico com três pódios, mas Le Mans foi uma grande decepção. Tínhamos um carro muito forte e um ótimo desempenho lá, e estávamos a caminho de um bom resultado, mas infelizmente, uma falha em uma peça destruiu essas esperanças e provavelmente o campeonato junto com elas. Ainda assim, não é como você reage quando está ganhando, mas sim como você reage quando as coisas dão errado que constrói laços fortes. Sofremos juntos e vencemos juntos, e isso é absolutamente um tributo à cultura dentro desta equipe.”
A largada em pista molhada teve Antares Au na liderança com o McLaren #10, que partiu da pole position conquistada por Tom Fleming. Na primeira curva, o Mercedes-AMG #61 da Iron Lynx, de Martin Berry, atingiu o Ford Mustang #88 da Proton Competition, de Stefano Gattuso. O Ford rodou e desencadeou a colisão em cadeia na qual o Porsche #91 da Manthey DK Engineering, de James Cottingham, acertou o Lexus #78 da Akkodis ASP Team, de Hadrien David. Shahin logo colocou o #92 em primeiro, posição ocupada pelo Porsche durante a maior parte da prova.
A TF Sport colocou seus dois Corvettes temporariamente em segundo e terceiro no meio da prova. O Z.06 #33, líder do campeonato, perdeu tempo na troca do texano Ben Keating pelo britânico Jonny Edgar, porque o tráfego nos boxes comprometeu a parada. Edgar ainda foi punido em 10 segundos. Já na última volta, o Mercedes-AMG #61 da Iron Lynx, conduzido por Maxime Martin, ganhou a posição de Nicky Catsburg e deixou o #33 em sétimo.
A prova apresentada pela Visit Qatar marcou a entrada do Circuit de Barcelona-Catalunya no calendário do FIA WEC, ocupando a vaga do Catar. O circuito, de 4,657 quilômetros e 14 curvas, fica em Montmeló, a aproximadamente 25 quilômetros de Barcelona. As mudanças nas condições da pista e as diferentes estratégias das equipes fizeram parte dessa estreia.
A situação de segurança no Oriente Médio motivou as substituições do Catar por Barcelona e das Bapco Energies 8 Horas do Bahrein pelas 6 Horas de Monza. Anunciada em julho, a mudança da prova de encerramento levará a decisão para a Itália, entre 6 e 8 de novembro.
Equipes e pilotos voltarão a um traçado conhecido, com extensas retas e curvas de alta velocidade. O Autodromo Nazionale Monza, chamado de “Templo da Velocidade” e tradicional nas provas internacionais de endurance, recebeu o FIA WEC em três temporadas consecutivas, de 2021 a 2023. A etapa de novembro será a primeira do campeonato no circuito desde então.
*Pontuação extraoficial
Carlos Rossi / Red Line Motorsport
























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