Kimi Antonelli é punido e larga em sétimo no GP da Hungria
- 25 de jul.
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Italiano cai de quarto para sétimo após decisão dos comissários; vazamento de água obriga a Mercedes a trocar a unidade de potência de George Russell, que partirá em sexto sem nova punição
São Paulo, 25 de julho de 2026. Kimi Antonelli largará em sétimo no GP da Hungria depois de receber três posições de punição por não reduzir suficientemente a velocidade sob bandeira amarela no Q3. O italiano havia colocado a Mercedes em quarto na classificação. George Russell, sétimo na sessão, partirá em sexto após a troca da unidade de potência sem penalização adicional.
A decisão contra Antonelli foi tomada após a análise da passagem pelo ponto em que Max Verstappen rodou no fim do Q3. A telemetria confirmou que o piloto do carro #12 tirou o pé do acelerador antes do que na volta anterior, mas os comissários entenderam que a redução foi curta e insuficiente diante da sinalização apresentada no circuito.
No mini-setor, Antonelli foi apenas 0s03 mais lento do que em sua melhor passagem. Ele levantou o acelerador 16 metros antes e entrou na área sob bandeira amarela 14 km/h mais devagar, porém cruzou o local do incidente com o carro #3 a 3 km/h a mais, em razão da menor aplicação dos freios na entrada da curva. Segundo a FIA, a queda de velocidade no trecho ficou abaixo de 1%.
Os comissários diferenciaram o episódio de outros casos encerrados sem providências porque não houve variação significativa de velocidade no mini-setor em comparação com a melhor marca anterior de Antonelli em circunstâncias semelhantes. A avaliação foi de que a desaceleração existiu, mas não se manteve pelo tempo necessário.
As diretrizes indicavam a perda de cinco posições no grid, mas a punição foi reduzida para três. Foram considerados como atenuantes o fato de Antonelli ter diminuído a velocidade, ainda que sem a intensidade exigida, e o pouco tempo e espaço disponíveis para reagir. Em outro episódio, o italiano recebeu uma advertência por conduzir desnecessariamente devagar em uma volta de entrada nos boxes.
A sanção derrubou Antonelli da quarta para a sétima posição. A classificação também terminou com Lewis Hamilton punido em três lugares por atrapalhar Oscar Piastri no fim do Q3. Consideradas as demais penalidades, a Mercedes terá Russell em sexto e Antonelli em sétimo na largada de domingo.
Antes da investigação, Antonelli havia avançado ao Q3 após um momento de pressão no Q2. Sua primeira tentativa foi apagada por exceder os limites de pista, e a segunda o colocou em oitavo no segmento, uma posição à frente de Russell. Na disputa final, McLaren e Ferrari estabeleceram as principais referências, enquanto a última volta do italiano foi afetada pelas bandeiras amarelas.
Antonelli avaliou que a Mercedes tinha condição de participar da disputa pela pole position, embora a classificação não tenha sido a mais limpa da equipe em 2026. “Minha última volta foi forte, provavelmente a melhor do fim de semana até agora. Tirei o pé na última curva por causa da bandeira amarela para Max e perdi pouco menos de dois décimos. Infelizmente, os comissários entenderam que não foi suficiente”, afirmou.
O líder do campeonato reconheceu que o Hungaroring favorece outras equipes e citou as atualizações levadas pelos adversários. A largada em sétimo aumenta a dificuldade de sua tentativa de ampliar a vantagem na classificação, sobretudo em uma pista na qual as ultrapassagens são difíceis. Ainda assim, Antonelli apontou o ritmo das simulações longas de sexta-feira: “Vamos fazer tudo o que pudermos para lutar pela vitória”.
Russell encerrou a classificação em sétimo, mas precisou parar logo depois de cruzar a linha por perda de pressão da água. A equipe identificou danos severos quando o carro voltou à garagem e será necessário instalar um novo propulsor, já é o quarto para ele nesta na temporada. Como a troca substituirá o componente danificado por outro da mesma especificação, não haverá punição no grid.
“Sofremos um vazamento de água na volta final e paramos por precaução assim que concluímos a tentativa. Quando o carro voltou à garagem, descobrimos que o dano era bastante severo”, relatou Russell. O britânico também observou que Ferrari e McLaren confirmaram a força esperada para o fim de semana, enquanto a Mercedes não conseguiu se manter de forma constante na disputa.
A evolução entre sexta-feira e sábado não foi suficiente para colocar Russell na briga pela pole position. Como o ritmo de corrida havia sido forte, o piloto considerou que a limitação em uma volta poderia estar mais ligada ao funcionamento dos pneus do que ao desempenho geral do carro. Segundo ele, a confirmação dessa leitura dependerá da prova.
A Mercedes havia avançado no ritmo de uma volta durante o terceiro treino livre e se aproximado da disputa com McLaren e Ferrari. Na classificação, porém, esse rendimento não apareceu por completo, com os dois pilotos cedendo principalmente no setor final. Toto Wolff classificou a sessão como abaixo do esperado e lembrou que Antonelli e Russell tiveram suas últimas voltas comprometidas por situações distintas.
Segundo o chefe da Mercedes, o carro não mostrou desempenho suficiente para brigar pela pole position, enquanto a equipe continuou sem colocar os pneus na faixa ideal de funcionamento. “Quando eles ficam quentes ou frios demais, perde-se o ponto ideal do carro e fica mais difícil extrair o máximo”, explicou Wolff.
Para domingo, Wolff ressaltou que as posições de largada estão longe do cenário desejado em um circuito no qual as ultrapassagens são difíceis. Ainda assim, a Mercedes considera o ritmo de corrida apresentado na sexta-feira como um elemento a ser aproveitado. “Esperamos criar oportunidades em que possamos utilizar isso”, concluiu.
Carlos Rossi / Red line Motorsport
























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