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GP da Hungria encerra primeira metade da temporada com Antonelli em alta e disputa aberta pelo campeonato

  • há 2 dias
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A Fórmula 1 chega neste fim de semana ao Hungaroring para a disputa do Grande Prêmio da Hungria, última etapa antes da pausa de verão da temporada. O momento do campeonato coloca Kimi Antonelli em posição privilegiada após a vitória na Bélgica, enquanto Ferrari, McLaren e Red Bull chegam a Budapeste em busca de reduzir a vantagem da Mercedes em um circuito tradicionalmente marcado pela dificuldade de ultrapassagem e pelo peso da estratégia.
Kimi Antonelli na Bélgica, 2026 (Jiri Krenek/Active Pictures)

Hungaroring recebe a 11ª etapa da Fórmula 1 com Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull em momentos distintos; características do circuito e estratégia de pneus prometem papel decisivo antes da pausa de verão


São Paulo, 23 de julho de 2026. A Fórmula 1 chega neste fim de semana ao Hungaroring para a disputa do Grande Prêmio da Hungria, última etapa antes da pausa de verão da temporada. O momento do campeonato coloca Kimi Antonelli em posição privilegiada após a vitória na Bélgica, enquanto Ferrari, McLaren e Red Bull chegam a Budapeste em busca de reduzir a vantagem da Mercedes em um circuito tradicionalmente marcado pela dificuldade de ultrapassagem e pelo peso da estratégia.


O triunfo conquistado por Antonelli em Spa-Francorchamps mudou novamente o panorama da disputa pelo título. O italiano ampliou sua vantagem para 45 pontos na liderança do campeonato, beneficiado também pelo abandono de George Russell ainda na primeira volta da etapa belga. Lewis Hamilton assumiu a vice-liderança da classificação, enquanto Russell caiu para terceiro, apenas cinco pontos atrás do companheiro da Ferrari.


A Mercedes, entretanto, ainda busca solucionar os problemas na unidade de potência apontados pelo chefe da equipe, Toto Wolff, como um dos fatores que contribuíram para o abandono de Russell na Bélgica. A expectativa é de uma resposta imediata antes da interrupção do calendário.


Na Ferrari, o momento também é positivo. Charles Leclerc chega embalado pelo segundo lugar conquistado em Spa, onde disputou a vitória durante boa parte da corrida. Hamilton, por sua vez, deixou para trás um fim de semana complicado, marcado pelo acidente no terceiro treino livre, para terminar a prova na quarta colocação e assumir a vice-liderança do campeonato.


A McLaren aposta em uma reação imediata. A equipe prepara atualizações para o MCL40 visando reduzir a diferença para as adversárias diretas, enquanto a Red Bull chega confiante após Max Verstappen voltar ao pódio na Bélgica. Segundo o chefe da equipe, Laurent Mekies, o carro da equipe de Milton Keynes vem apresentando evolução constante nas últimas etapas.


Além da disputa pelas primeiras posições, o fim de semana também reserva atenção para a batalha intermediária do campeonato. Racing Bulls e Alpine iniciam a etapa empatadas na luta pela sexta colocação entre os construtores, enquanto a Aston Martin pretende estrear um aguardado pacote de atualizações depois de uma primeira metade de temporada abaixo das expectativas.


Palco da 11ª etapa do campeonato, o Hungaroring passou por novas intervenções desde a última edição da prova. Depois das obras realizadas anteriormente no pit lane e no grid de largada, as curvas 1 e 12 receberam novo asfalto para este ano. Com 4,381 quilômetros de extensão e 14 curvas, o circuito é frequentemente comparado a um kartódromo por seu traçado estreito e sinuoso, no qual a reta principal representa praticamente a única oportunidade consistente de ultrapassagem. A sequência de curvas de baixa e média velocidade faz com que os acertos dos carros sejam bastante semelhantes aos utilizados em Mônaco.


As características da pista também influenciam diretamente a escolha dos pneus. A Pirelli levará para Budapeste os três compostos mais macios da gama — C3, C4 e C5 — considerados os mais adequados para um circuito onde tração e estabilidade nas frenagens são determinantes. Embora parte do traçado tenha recebido novo asfalto, os demais setores ainda apresentam superfície bastante abrasiva, com baixos níveis de aderência no início das atividades e evolução gradual ao longo do fim de semana.


Outro fator que costuma definir a corrida são as elevadas temperaturas do asfalto, normalmente as maiores de toda a temporada. Nessas condições, a degradação térmica, especialmente dos pneus traseiros, assume papel decisivo, enquanto a granulação pode surgir nos compostos mais macios. A expectativa é de que as estratégias de uma e duas paradas apresentem desempenhos bastante próximos, tornando a posição de pista um elemento ainda mais importante em um circuito onde ultrapassar costuma ser uma tarefa complexa.


Após o encerramento das atividades do Grande Prêmio da Hungria, a Pirelli permanecerá no Hungaroring para dois dias de testes voltados ao desenvolvimento dos pneus da próxima temporada, com participação das equipes Aston Martin, Audi e Alpine.


Carlos Rossi / Red Line Motorsport

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