Jornalista Clóvis Grelak morre aos 67 anos
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Sócio-fundador da Grelak Comunicação construiu carreira na cobertura e na assessoria de imprensa de competições nacionais
São Paulo, 10 de setembro de 2026. O automobilismo e a imprensa do Paraná perderam nesta quinta-feira (10) Clóvis Grelak, aos 67 anos. Ao longo de décadas, o jornalista reuniu em sua carreira a cobertura esportiva e a assessoria de imprensa de competições nacionais. Radicado em Cascavel desde os anos 80, também participou da divulgação do esporte a motor da cidade no restante do país.
O reconhecimento oficial veio em 2016, quando a Câmara Municipal de Cascavel concedeu a Grelak a Honra ao Mérito. Na justificativa, o Legislativo municipal considerou a cobertura de provas e a contribuição do jornalista para dar visibilidade nacional à cidade. A Cascavel de Ouro apareceu entre os exemplos citados pela Câmara, que relacionou Grelak à projeção da prova. A homenagem também registrou a reputação conquistada pelo jornalista na imprensa especializada de várias regiões brasileiras.
A atividade profissional dividia-se entre o jornalismo e a comunicação de pilotos e equipes. Grelak participou da criação da Grelak Comunicação como sócio. Desde 1996, a agência mantém trabalhos relacionados a competições de automobilismo e motovelocidade. Fórmula Truck, Stock Car e Campeonato Brasileiro de Motovelocidade estiveram entre os campeonatos que fizeram parte dessa trajetória.
Na categoria Assessoria de Imprensa do Prêmio Diário Motorsport de Jornalismo Especializado em Automobilismo, Grelak alcançou a primeira colocação. Seu currículo também incluiu trabalhos ligados a eventos promovidos no Autódromo Internacional Zilmar Beux.
O humor representou outra vertente de sua produção jornalística. Por vários anos, participou da seção “Salada Mixta”, publicada pelo extinto diário cascavelense “A Cidade”. Sua carreira incluiu diferentes veículos de comunicação. Nonoai era a cidade natal de José Clovis Grelak, nascido em 10 de fevereiro de 1959. A formação acadêmica foi concluída no curso de Jornalismo da Univel.
A produção literária resultou em dois projetos. Lançada em 2016, a biografia “Muffatão: história & histórias de Pedro Muffato” abordou os 50 anos de Pedro Muffato no automobilismo. Em outro trabalho, Grelak usou passagens históricas do Corinthians, time pelo qual torcia, como cenário para uma coletânea de crônicas. Esse segundo livro permaneceu inédito.
Há divergência nas informações divulgadas sobre o quadro que terminou na morte. A família associou a falência múltipla de órgãos a complicações do Parkinson, doença enfrentada por Grelak havia mais de 15 anos. Já o histórico da internação atribui o mesmo desfecho a infecções ocorridas depois de uma operação para extrair cálculos glandulares e registra que a posterior identificação de um fungo no sangue agravou sua condição. Ele permaneceu por 92 dias na UTI do Hospital São Lucas.
Por vontade expressa do jornalista, não será realizada cerimônia de velório. A cremação ocorrerá em Cascavel na sexta-feira (11).
Carlos Rossi / Red Line Motorsport
























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