Mercedes confirma força e Alpine surpreende no balanço pós-Monza
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Dobradinha amplia vantagem da Mercedes, enquanto Alpine supera expectativas, Red Bull assegura pódio, McLaren limita perdas e Ferrari decepciona em casa
São Paulo, 08 de setembro de 2026. A Mercedes deixou o Grande Prêmio da Itália com a vitória, a dobradinha e a confirmação de que teve o carro mais competitivo em Monza. A Alpine surgiu como a principal surpresa ao fazer a pole position e colocar seus dois pilotos nos pontos. Red Bull e McLaren aproveitaram suas oportunidades, enquanto a Ferrari encerrou sua corrida em casa abaixo das expectativas.
Na Mercedes, o saldo foi além da vitória de Andrea Kimi Antonelli e do segundo lugar de George Russell. Os dois sustentaram um ritmo superior ao dos adversários e permitiram que a equipe dividisse suas estratégias sem comprometer a disputa pelas primeiras posições.
Russell seguiu uma abordagem convencional, com apenas uma parada, enquanto Antonelli precisou de uma estratégia mais agressiva depois de largar em 19º. A troca para um novo jogo de pneus médios durante o safety car virtual custou posições momentaneamente, mas proporcionou ao italiano o desempenho necessário para recuperar terreno e superar o companheiro a três voltas do fim.
Toto Wolff valorizou a atuação dos dois pilotos e a maneira como administraram a disputa interna. Andrew Shovlin destacou que o trabalho realizado para melhorar o ritmo de corrida desde os treinos de sexta-feira apareceu de forma clara no domingo.
A equipe, porém, evitou transformar o domínio em Monza em uma previsão para as próximas etapas. Shovlin reconheceu que o circuito italiano tem características atípicas e que a Mercedes ainda está atrás de alguns adversários na introdução de atualizações. Por isso, espera uma disputa mais equilibrada no novo traçado de Madri.
O resultado também teve importância histórica. Antonelli tornou-se o primeiro italiano a vencer em Monza desde Ludovico Scarfiotti, em 1966, e alcançou a 50ª vitória de um piloto italiano na Fórmula 1. A Mercedes chegou ao 250º triunfo como fabricante de unidades de potência e à oitava vitória da marca em Monza, a primeira desde 2018.
A dobradinha também reforçou a posição da Mercedes nos campeonatos. A equipe encerrou a etapa com 122 pontos de vantagem na classificação dos Construtores, enquanto Antonelli permaneceu na liderança entre os pilotos, 66 pontos à frente de Russell.
Se a Mercedes confirmou sua força, a Alpine produziu o desempenho mais surpreendente do fim de semana. Pierre Gasly largou na primeira posição, liderou uma volta e terminou em sétimo. Franco Colapinto saiu do sétimo lugar no grid e recebeu a bandeirada em nono, completando a presença dos dois carros na zona de pontuação.
Gasly reconheceu que a pole position alimentou expectativas maiores, mas considerou o sétimo lugar o melhor resultado possível diante do ritmo apresentado durante a distância completa da prova. O piloto terminou como o primeiro colocado fora do grupo formado por Mercedes, Red Bull, McLaren e Ferrari, somente três segundos atrás de Lewis Hamilton.
A avaliação de Colapinto misturou satisfação e frustração. Ele chegou a ocupar o quarto lugar após a bandeira vermelha, mas escapou para a brita na curva 6 enquanto acompanhava Verstappen. Embora tenha evitado a barreira, suspeitou de danos no assoalho e precisou se recuperar para terminar em nono.
Para Flavio Briatore, o fim de semana confirmou a evolução proporcionada pelas melhorias recentes no carro. A Alpine reduziu sua diferença para a Racing Bulls no Campeonato de Construtores e demonstrou condições mais consistentes de disputar posições no pelotão intermediário. Mesmo sem transformar a pole position em pódio, deixou Monza com pontos importantes e sinais de maior competitividade.
Na Oracle Red Bull Racing, o terceiro lugar de Max Verstappen foi considerado o limite possível diante da superioridade das Mercedes. O piloto superou os dois carros da McLaren, mas relatou dificuldades na saída das curvas 2, 3 e 4 e apontou a velocidade máxima como outro fator que impediu uma aproximação dos líderes.
Verstappen precisou assumir riscos nas disputas e ainda enfrentou um momento delicado na curva 2, onde o asfalto apresentava problemas. Depois de se livrar das McLaren, consolidou o terceiro lugar sem ter ritmo para desafiar Antonelli e Russell. Liam Lawson, por sua vez, largou do fundo do grid e avançou até a 14ª posição.
O grupo Red Bull também somou pontos com os dois carros da Visa Cash App Racing Bulls. Arvid Lindblad terminou em oitavo e Yuki Tsunoda foi o décimo, resultado que levou a equipe aos 75 pontos e manteve o time na quinta posição do Campeonato de Construtores.
A McLaren tratou o quarto lugar de Lando Norris e o quinto de Oscar Piastri como uma operação de redução de danos. Em um circuito com exigências diferentes das etapas anteriores, a própria equipe avaliou que possuía apenas o terceiro carro mais rápido do fim de semana.
Norris e Piastri recuperaram posições em relação ao grid e somaram 22 pontos, mas não tiveram rendimento suficiente para disputar com as Mercedes ou impedir o avanço de Verstappen. A decisão de permanecer na pista durante o safety car virtual melhorou temporariamente a posição dos dois, antes que as diferenças estratégicas fossem anuladas.
A disputa interna foi decidida apenas na última volta, quando Norris superou Piastri e terminou 0,137s à frente do companheiro. Apesar de ficar fora do pódio, a McLaren valorizou o aproveitamento das oportunidades em uma pista que prometia ser menos favorável ao MCL40.
A Ferrari apresentou o balanço mais negativo entre as cinco equipes. Mesmo correndo diante dos tifosi e levando as últimas atualizações para o SF-26, o time terminou somente com o sexto lugar de Hamilton. Charles Leclerc abandonou após perder o controle do carro e atingir a barreira na curva Alboreto.
O desempenho de Hamilton expôs uma limitação que a equipe já esperava encontrar. A falta de velocidade nas retas dificultou tanto os ataques quanto a defesa de posição, enquanto a perda de rendimento dos pneus impediu o inglês de sustentar o quarto lugar alcançado durante a prova.
Fred Vasseur admitiu que a velocidade máxima comprometeu as possibilidades da Ferrari e ressaltou que a principal preocupação após o acidente foi confirmar que Leclerc não havia sofrido ferimentos. Hamilton também reconheceu que o sexto lugar ficou distante do retorno esperado para todo o trabalho dedicado às atualizações.
Os balanços deixaram situações distintas antes do Grande Prêmio da Espanha. A Mercedes segue fortalecida pelo ritmo, pelos resultados e pela vantagem nos campeonatos, embora mantenha cautela sobre a repetição desse desempenho em Madri. A Alpine chega impulsionada por uma atuação acima de seu padrão recente, Red Bull e McLaren buscam reduzir a diferença para a frente e a Ferrari enfrenta a pressão de transformar suas atualizações em evolução efetiva.
*Pontuação extraoficial
Carlos Rossi / Red Line Motorsport
























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