Ferrari chega embalada à Hungria e vê Hungaroring como nova oportunidade de vitória na Fórmula 1
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Após vencer com Charles Leclerc em Silverstone e disputar o triunfo em Spa, equipe italiana aposta nas características do circuito húngaro para encerrar em alta a primeira metade da temporada
São Paulo, 22 de julho de 2026. A Ferrari desembarca em Budapeste vivendo seu momento mais competitivo na temporada 2026 da Fórmula 1. Depois da vitória de Charles Leclerc na Inglaterra e do segundo lugar do monegasco na Bélgica, a equipe italiana encara o GP da Hungria como uma nova oportunidade para desafiar a Mercedes antes da pausa de verão. Lewis Hamilton também chega em boa fase, após completar as duas últimas corridas em terceiro e quarto lugares.
A décima primeira etapa do campeonato será disputada entre sexta-feira (24) e domingo (26), no Hungaroring. O circuito de 4.381 metros, localizado nos arredores de Budapeste, apresenta poucas retas longas e uma sequência quase contínua de curvas, combinação que reduz a influência da potência do motor e valoriza a eficiência aerodinâmica, a precisão dos pilotos e o equilíbrio do carro.
As características alimentam o otimismo em Maranello. Mesmo em Silverstone e Spa-Francorchamps, pistas nas quais a Ferrari esperava sofrer com a exigência de potência, o SF-26 mostrou condições de disputar as primeiras posições. Leclerc venceu o GP da Inglaterra e chegou a liderar na Bélgica, antes de terminar apenas 1,952 segundo atrás de Kimi Antonelli.
Hamilton completou a reação coletiva com o terceiro lugar em Silverstone e a quarta colocação em Spa. Na Bélgica, o britânico ainda precisou administrar uma punição de cinco segundos após o contato que tirou George Russell da prova na volta inicial, mas permaneceu entre os quatro primeiros e ajudou a Ferrari a somar 30 pontos no fim de semana.
A recuperação começou antes da sequência mais recente. Depois de iniciar o campeonato com desempenhos regulares, mas sem força para interromper o domínio da Mercedes, Hamilton foi segundo colocado no Canadá e em Mônaco. Na etapa seguinte, em Barcelona, conquistou a primeira vitória da Ferrari no ano e assumiu de vez a condição de principal perseguidor de Antonelli no campeonato.
Leclerc viveu caminho mais irregular. O monegasco subiu ao pódio na Austrália e no Japão, mas abandonou as corridas de Mônaco e Barcelona. Após terminar apenas em oitavo na Áustria, respondeu com sua primeira vitória na temporada em Silverstone e o segundo lugar em Spa, resultados que o recolocaram entre os principais nomes do campeonato.
Nas dez primeiras etapas, a Ferrari conquistou duas vitórias, nove pódios em Grandes Prêmios e somou 285 pontos. A equipe ocupa a segunda posição no Mundial de Construtores, 73 pontos atrás da Mercedes e 90 à frente da McLaren. Entre os pilotos, Hamilton é o vice-líder, com 159 pontos, 45 a menos que Antonelli. Leclerc aparece em quarto, com 126.
O Hungaroring poderá representar uma chance ainda mais concreta para a equipe italiana. A pista tem baixa velocidade média e apenas uma oportunidade clara de ultrapassagem na reta principal, tornando a classificação decisiva. A necessidade de gerar pressão aerodinâmica e manter estabilidade nas mudanças rápidas de direção também tende a valorizar os avanços apresentados recentemente pelo chassi da Ferrari.
O calor deverá ser outro componente importante. As elevadas temperaturas do ar e do asfalto costumam aumentar o desgaste dos pneus, exigindo um acerto que concilie desempenho em uma volta lançada e consistência durante os trechos mais longos da corrida. Em uma pista na qual ultrapassar é difícil, encontrar esse equilíbrio desde os treinos livres poderá definir toda a estratégia do fim de semana.
“Seguimos para Budapeste depois de dois fins de semana encorajadores, nos quais conseguimos maximizar o nosso resultado graças a um grande esforço de equipe. Isso nos dá confiança, mas também sabemos que cada Grande Prêmio apresenta o seu próprio desafio”, afirmou o chefe da Ferrari, Fred Vasseur.
O dirigente reconhece que o traçado húngaro poderá favorecer o SF-26, mas evita tratar as características da pista como garantia de resultado.
“Em teoria, o Hungaroring poderá ser um pouco mais adequado às características do nosso carro, mas isso por si só não é garantia de nada. Como sempre, a execução fará a diferença. Teremos de abordar o fim de semana com a mesma concentração, disciplina e atenção aos detalhes que demonstramos nas duas últimas corridas”, acrescentou.
A Ferrari possui sete vitórias, nove poles e 26 pódios em 40 participações no GP da Hungria. Agora, a equipe tentará transformar o crescimento das últimas etapas em seu terceiro triunfo no campeonato e reduzir a vantagem da Mercedes antes da paralisação obrigatória de agosto.
Os primeiros treinos livres serão realizados na sexta-feira, às 8h30 e às 12h, pelo horário de Brasília. No sábado, o terceiro treino começa às 7h30 e a classificação está marcada para as 11h. A largada para o GP da Hungria será no domingo, às 10h, com 70 voltas e percurso total de 306,63 quilômetros.
*Pontuação extraoficial
Carlos Rossi / Red Line Motorsport




















