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Lando Norris supera Lewis Hamilton e conquista a pole no GP da Hungria

  • há 7 horas
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Com a McLaren aprimorada, Lando Norris conquistou a pole position do GP da Hungria ao marcar 1min17s207 na última passagem pelo Q3. O piloto superou Lewis Hamilton e Charles Leclerc antes que as bandeiras amarelas causadas pela rodada de Max Verstappen e pela parada de George Russell eliminassem novas tentativas rápidas.
Lando Norris (Imprensa Pirelli/Divulgação)

Piloto da McLaren marca 1min17s207 no fim do Q3; Charles Leclerc parte em terceiro, enquanto calor e compostos macios ampliam o desafio no Hungaroring


São Paulo, 25 de julho de 2026. Com a McLaren aprimorada, Lando Norris conquistou a pole position do GP da Hungria ao marcar 1min17s207 na última passagem pelo Q3. O piloto superou Lewis Hamilton e Charles Leclerc antes que as bandeiras amarelas causadas pela rodada de Max Verstappen e pela parada de George Russell eliminassem novas tentativas rápidas.


A definição ocorreu em uma pista cuja aderência evolui de forma acentuada ao longo do fim de semana. O Hungaroring apresenta alguns dos menores níveis de aderência da temporada, enquanto os setores antigos conservam elevada rugosidade. Para 2026, as curvas 1 e 12 receberam novo asfalto, em continuidade ao trabalho realizado no ano passado no pit lane e no grid.


A intervenção integra um processo de renovação conduzido nos últimos dois anos, com mudanças também no paddock, nas áreas de hospitalidade e nas arquibancadas. Nesse cenário, Norris calculou a tentativa final antes das interrupções. Hamilton completou sua última volta sem conseguir reduzir o próprio tempo.


O segundo lugar assegurou ao piloto da Ferrari um posto na primeira fila. Leclerc colocou o outro carro da equipe em terceiro, enquanto Kimi Antonelli fechou a segunda fila em quarto depois de uma classificação frustrante para a Mercedes.


Oscar Piastri levou a segunda McLaren ao quinto lugar. Verstappen ficou em sexto após a rodada no segmento decisivo, e George Russell, orientado pela Mercedes a estacionar o carro, terminou em sétimo. A Red Bull teve seus dois carros envolvidos em rodadas no Q3, com Isack Hadjar encerrando a sessão na oitava posição.


A Pirelli disponibilizou para Budapeste os três compostos mais macios da gama: C3, C4 e C5. A escolha atende às características de um circuito lento, no qual tração, estabilidade nas frenagens e rapidez nas mudanças de direção são fundamentais.


Arvid Lindblad classificou a Racing Bulls em nono, e Nico Hulkenberg completou os dez primeiros com a Audi. A evolução do asfalto valorizou as passagens derradeiras, mas as bandeiras amarelas impediram que parte do grupo concluísse uma nova tentativa no encerramento.


Fora do Q3 por 0,126s, Liam Lawson partirá em 11º. Pierre Gasly e Franco Colapinto colocaram os dois carros da Alpine logo atrás, enquanto Gabriel Bortoleto ficou em 14º com a Audi. Esteban Ocon terminou em 15º, seguido por Fernando Alonso.


Alonso aproveitou o Aston Martin atualizado para alcançar a 16ª colocação. Ollie Bearman, superado pelo companheiro de Haas, ficou em 17º e perdeu a vaga no Q2 por pouco mais de um décimo.


Carlos Sainz e Alex Albon ocuparam a 18ª e a 19ª posições. Os dois pilotos da Williams demonstraram insatisfação com o comportamento do carro após a sessão. Lance Stroll ficou em 20º, à frente das Cadillac de Valtteri Bottas e Sergio Perez, que fecharam o grid.


A corrida terá 70 voltas em um traçado de 4,381 quilômetros e 14 curvas, algumas delas de 180°. A única reta de maior extensão coincide com a linha de largada e chegada, deixando poucas oportunidades de ultrapassagem. Por isso, os acertos costumam se aproximar daqueles utilizados em Mônaco.


O calor deve ampliar a exigência sobre os pneus. O Hungaroring costuma registrar algumas das maiores temperaturas de pista da temporada, condição que favorece a degradação térmica, principalmente no eixo traseiro, muito solicitado nas fases de tração. Os compostos mais macios também podem apresentar granulação.


As projeções da Pirelli aproximam as estratégias de uma e duas paradas em tempo total. A posição na pista terá peso na escolha, diante da dificuldade para ultrapassar, enquanto temperaturas muito elevadas tendem a levar as equipes a priorizar os dois compostos mais duros entre os três disponíveis.


O GP da Hungria encerra a primeira parte da temporada antes da pausa de verão. Depois da corrida, Aston Martin, Audi e Alpine permanecerão em Budapeste para dois dias de testes com a Pirelli, na terça e na quarta-feira, voltados ao desenvolvimento dos pneus da próxima temporada.


Carlos Rossi / Red Line Motorsport

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