BMW assume pole em Le Mans após punição à Cadillac; Aston Martin repete liderança no LMGT3
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Mudanças provocadas por penalizações redefinem os polesitters de Hypercar e LMP2, enquanto a Heart of Racing volta ao topo da classe LMGT3 no Circuito de la Sarthe
São Paulo, 11 de junho de 2026. A definição dos grids para as 24 Horas de Le Mans produziu alterações importantes após as sessões de Hyperpole. A BMW herdou a pole position entre os Hypercars depois da exclusão do melhor tempo da Cadillac, a Heart of Racing garantiu novamente a primeira posição no LMGT3 com Mattia Drudi e a LMP2 também teve mudança no topo do grid em razão de uma punição aplicada após a classificação.
Embora Jack Aitken tenha sido o mais rápido da Hyperpole 2 dos Hypercars com 3m22s559 no Cadillac Hertz Team JOTA #38, o resultado não prevaleceu. A penalização aplicada ao piloto retirou sua volta da classificação final e transferiu a pole position para o BMW M Team WRT #15. Com isso, Dries Vanthoor passou a ocupar a primeira posição do grid graças ao tempo de 3m22s564, apenas 0s005 mais lento que a marca originalmente registrada pelo Cadillac. Antes da sessão decisiva, Charles Milesi já havia colocado o Alpine A424 #35 na liderança da fase que reduziu o grupo de Hypercars de 15 para 10 carros, registrando 3m23s018.
Se nos Hypercars a primeira posição mudou depois do encerramento da atividade, no LMGT3 a liderança permaneceu com quem havia demonstrado velocidade desde o início da Hyperpole. O Aston Martin Vantage #27 da Heart of Racing Team liderou a Hyperpole 1 com Zacharie Robichon e voltou a aparecer na frente na Hyperpole 2, desta vez pelas mãos de Mattia Drudi. O italiano repetiu o resultado obtido em 2025 e assegurou a segunda pole position consecutiva da equipe na categoria em Le Mans.
A sessão decisiva exigiu uma recuperação imediata de Drudi. Depois de registrar a melhor volta em sua primeira tentativa rápida, ele viu o tempo ser excluído por exceder os limites de pista. A necessidade de reconstruir a volta sob pressão não alterou o resultado final. Na sequência, o piloto estabeleceu uma marca praticamente idêntica, suficiente para permanecer na liderança até o encerramento da atividade e abrir uma vantagem próxima de um segundo sobre o adversário mais próximo.

“É uma sensação ótima – é bom estar na pole position novamente depois do ano passado. O carro é rápido e está se comportando muito bem, e tanto o Ian [James] quanto o Zach [Robichon] fizeram um bom trabalho em seus treinos também. Estamos nos sentindo muito confiantes. Claro que a corrida é outra história, mas estar na pole position é sempre um bom ponto de partida”, declarou Drudi após confirmar a primeira posição do grid.
A avaliação do canadense Zacharie Robichon reforçou a confiança da equipe no desempenho do Aston Martin #27 ao longo do processo classificatório. “É algo muito especial. Sabíamos que se conseguíssemos chegar à fase de classificação para a Hyperpole 2, sempre que Mattia estivesse no carro, teríamos uma chance de conquistar a pole position, e ele provou isso novamente”, afirmou.
A disputa pelas posições seguintes repetiu parcialmente o cenário visto há um ano. Alessio Rovera colocou a Ferrari 296 #21 da VISTA AF Corse na segunda colocação do grid, garantindo a primeira fila ao lado da Heart of Racing. Logo atrás apareceram os dois Lexus da Akkodis ASP Team. José María López e Jack Hawksworth asseguraram a segunda fila da categoria, embora o britânico tenha enfrentado um contratempo logo no início da sessão devido a um problema que impedia o fechamento da porta do Lexus RC F #78, deixando o carro retido nos boxes nos primeiros minutos da atividade.
A terceira fila será ocupada pelos dois BMW M4 da WRT, conduzidos por Sean Gelael e Parker Thompson. Já entre os eliminados da primeira parte da Hyperpole, o resultado mais significativo envolveu o Porsche #92 da Manthey. Vencedor das 24 Horas de Le Mans do ano passado e líder do campeonato LMGT3, o carro avançou por margem reduzida na classificação inicial, mas não conseguiu evoluir na sequência. Com Riccardo Pera ao volante, a equipe encerrou sua participação apenas na 15ª posição.
A LMP2 também teve seu grid redefinido após a conclusão da Hyperpole. Esteban Masson foi o mais rápido da sessão decisiva ao marcar 3m32s885 com o Oreca-07 Gibson #29 da Forestier by Panis. O francês superou o carro #28 da IDEC Sport, conduzido por Job van Uitert, por 0s387. Durante a atividade, Masson terminou à frente de todos os concorrentes, incluindo o campeão mundial de 2024, Kévin Estre, e o piloto de fábrica da Porsche Julien Andlauer.
Apesar do melhor tempo da Hyperpole 2, a Forestier by Panis não converterá o resultado em pole position. A equipe carregava uma penalidade pendente da sessão classificatória anterior, aplicada depois que Louis Rousset foi considerado responsável por obstruir outro carro durante uma volta rápida. Como consequência, o protótipo #29 perderá uma posição no grid de largada das 24 Horas de Le Mans, promovendo o #28 da IDEC Sport à pole position da categoria.
A trajetória das classes LMP2 e LMGT3 ao longo da Hyperpole já havia apresentado seus primeiros indicativos na sessão inicial. Entre os protótipos, Tom Dillman colocou o Oreca-Gibson #43 da Inter Europol Competition no topo da tabela de tempos. No LMGT3, a referência foi Zacharie Robichon com o Aston Martin #27 da Heart of Racing. Horas depois, os resultados das sessões decisivas confirmariam a presença das duas equipes entre os principais destaques da classificação, ainda que as penalizações posteriores alterassem a configuração final de parte dos grids para a largada da prova deste fim de semana, nos dias 13 e 14 de junho, no Circuito de la Sarthe.
Carlos Rossi / Red Line Motorsport




















