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Suzuka vira referência técnica para Ferrari na terceira etapa da F1 2026

  • há 4 horas
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Após as etapas iniciais em Melbourne e Xangai, a Fórmula 1 chega a Suzuka para a terceira prova de 2026, em um traçado de 5,807 km que será percorrido em 53 voltas, totalizando 307,471 km. O fim de semana japonês passa a representar um ponto de observação direto do comportamento dos novos carros em um circuito de alta exigência técnica.
Ferrari Media Center

Circuito japonês de 5,807 km recebe corrida de 53 voltas e amplia base de análise dos carros após etapas em Melbourne e Xangai


São Paulo, 25 de março de 2026. Após as etapas iniciais em Melbourne e Xangai, a Fórmula 1 chega a Suzuka para a terceira prova de 2026, em um traçado de 5,807 km que será percorrido em 53 voltas, totalizando 307,471 km. O fim de semana japonês passa a representar um ponto de observação direto do comportamento dos novos carros em um circuito de alta exigência técnica.


Com layout em forma de oito, Suzuka reúne curvas de alta velocidade, mudanças rápidas de direção e trechos que demandam precisão na condução. Sequências como as curvas em S, Degner, Spoon e a 130R compõem uma volta que exige estabilidade, equilíbrio e consistência do conjunto carro-motor ao longo de todo o percurso.


O contexto técnico da temporada amplia a relevância da etapa, já que o regulamento de 2026 introduziu mudanças significativas na aerodinâmica e no equilíbrio entre os sistemas térmicos e elétricos da unidade de potência. A combinação entre esses fatores e os dados coletados nas duas primeiras corridas transforma Suzuka em um referencial para avaliação dos projetos atuais.


A programação do evento começa na sexta-feira, com o primeiro treino livre às 23h30 de quinta-feira no horário de Brasília, seguido pela segunda sessão às 3h00 da sexta-feira. No sábado, o último treino livre ocorre às 23h30 de sexta-feira, enquanto a classificação está marcada para 3h00. A corrida será disputada no domingo, às 2h00.


A Scuderia Ferrari HP chega ao Japão após identificar evolução em comparação ao início da temporada, especialmente em condições de corrida, mas reconhece a necessidade de avanços diante de um cenário competitivo definido por diferenças reduzidas.


Na China, demos mais um passo em frente, confirmando alguns dos pontos positivos que vimos em Melbourne, especialmente em condições de corrida. No entanto, também é evidente que existem áreas em que precisamos melhorar. O nível de competição é muito alto e pequenas diferenças podem ter um grande impacto no resultado”, afirmou Fred Vasseur.


Sobre o desafio específico de Suzuka, o chefe de equipe destacou o papel do circuito na leitura técnica do carro. “Suzuka é um circuito muito exigente, por isso é uma ótima oportunidade para entendermos melhor o SF-26 e progredirmos. Precisamos manter o foco em nós mesmos, continuar trabalhando no pacote completo e garantir que tudo funcione perfeitamente durante o fim de semana”.


Após a etapa japonesa, o calendário prevê um intervalo de um mês em função do cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita. O período será utilizado para análise detalhada dos dados coletados nas três primeiras corridas e continuidade do desenvolvimento técnico.


Depois desta corrida, teremos também um mês de volta à fábrica, o que será importante para analisar todos os dados das três primeiras corridas e continuar desenvolvendo o pacote na direção certa”, completou Vasseur.


Do ponto de vista operacional, Suzuka será uma das seis pistas do calendário com apenas duas zonas de ativação do Modo Reta, ao lado de Barcelona, Zandvoort, Madri, Baku e Interlagos. O circuito também passou por recapeamento entre as curvas 7 e 17, concluindo um processo iniciado anteriormente.


A etapa de 2026 marca a 40ª edição do Grande Prêmio do Japão válida pelo Campeonato Mundial e a 36ª realizada em Suzuka desde sua estreia no calendário, em 1987.


A Ferrari acumula 1124 GPs disputados na Fórmula 1, com 77 temporadas, 248 vitórias (22,08%), 254 pole positions (22,60%), 265 voltas mais rápidas (23,58%) e 838 pódios (24,85%). No Japão, são 39 participações, com 7 vitórias (22,22%), 10 poles (25,64%), 7 voltas mais rápidas (17,95%) e 25 pódios (21,37%).


O evento também se destaca pela presença do público japonês, reconhecido pelo envolvimento com a categoria e pela relação histórica com a Ferrari, contribuindo para a atmosfera característica do circuito.


Carlos Rossi / Red Line Motorsport

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