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Mercedes chega a Suzuka com início sólido, mas sob alerta técnico e foco em evolução contínua

  • há 21 horas
  • 4 min de leitura


 Mercedes desembarca para o GP do Japão de 2026 com avaliação positiva do início da temporada, mas sob atenção aos limites técnicos dos novos carros e à necessidade de evolução constante em um cenário de aprendizado coletivo no grid.
Andrea Kimi Antonelli (Alex Bierens de Haan/Getty Images)

Equipe reconhece fragilidade dos carros, projeta desafios no GP do Japão e destaca vitória de Antonelli como ponto de partida


São Paulo, 26 de março de 2026. A Mercedes desembarca para o GP do Japão de 2026 com avaliação positiva do início da temporada, mas sob atenção aos limites técnicos dos novos carros e à necessidade de evolução constante em um cenário de aprendizado coletivo no grid.


O balanço após Austrália e China indica que os resultados vieram acompanhados de situações que poderiam ter alterado o desfecho das etapas. A equipe identifica fragilidade estrutural nos carros desta geração e trabalha para reduzir riscos ao longo dos finais de semana. Toto Wolff resume: “Tivemos um início positivo de temporada, mas é só isso. Tanto na Austrália quanto na China, passamos por situações que poderiam ter comprometido nossos finais de semana. Esses carros são novos e frágeis; fomos felizes por nenhum dos problemas ter impactado seriamente nossos resultados.”


A leitura técnica aponta um ambiente em constante adaptação, com evolução a cada vez que os carros vão à pista. A equipe mantém foco na execução e no desenvolvimento contínuo, diante de um cenário ainda instável: “Cada fim de semana traz novos desafios, e estamos focados em executar nosso trabalho e evoluir. Sabemos que, no momento em que você acha que entendeu este esporte, normalmente é surpreendido.”


No aspecto esportivo, a vitória de Kimi Antonelli na China é tratada como um marco inicial dentro de um processo mais amplo. O resultado é reconhecido, mas sem mudança no direcionamento interno. Wolff destaca: “A vitória dele na China foi uma grande conquista e um momento para se orgulhar. No entanto, o foco dele e o nosso está no que vem pela frente.” A equipe também projeta suporte ao piloto diante das exigências de disputar posições de frente: “Vamos apoiá-lo para lidar com as expectativas que surgem ao disputar posições mais à frente com regularidade.”


A etapa japonesa, que marca a 40ª edição do GP no calendário, será disputada em Suzuka, circuito de 5.807 km, com 53 voltas e distância total de 307,5 km. O traçado possui 18 curvas, sendo 8 à esquerda e 10 à direita, além de 330 metros entre a pole position e a primeira zona de frenagem. A velocidade máxima esperada é de 326 km/h, enquanto o tempo de drive-through sob limite de 80 km/h é de 18 segundos.


O perfil técnico inclui quatro pontos de frenagem acima de 2G e um acima de 4G, com energia classificada como média. O recorde de corrida pertence a Kimi Antonelli, com 1:31.0 em 2025, enquanto o melhor tempo absoluto é de 1:27.0, registrado por Max Verstappen no Q3 da mesma temporada.


As estatísticas recentes indicam 40% de probabilidade de entrada do Safety Car, com temperatura média de pista em 27,8 °C e ambiente em 14,8 °C. Os picos registrados são de 40 °C no asfalto e 19,2 °C no ar, enquanto a chance de sessões com pista molhada é de 7%.


O histórico da Fórmula 1 no Japão inclui a definição de 13 campeões mundiais, sendo 12 em Suzuka, com exceção de 1976, decidido em Fuji. Em 1994, a prova foi definida por tempos agregados após interrupção por bandeira vermelha. A Mercedes soma seis vitórias consecutivas no país entre 2014 e 2019, período que inclui a conquista do sexto título consecutivo de construtores em Suzuka, em 2019.


No recorte específico da equipe, são 14 largadas no Japão, com 6 vitórias, 11 pódios, 5 pole positions, 9 largadas na primeira fila, 5 voltas mais rápidas e 3 abandonos. George Russell disputou cinco corridas no circuito, sem vitórias, pódios ou poles. Kimi Antonelli tem uma participação, com uma volta mais rápida registrada. As unidades de potência Mercedes acumulam 30 largadas, 11 vitórias, 30 pódios, 7 poles, 18 primeiras filas, 9 voltas mais rápidas e 17 abandonos.


No histórico geral da Fórmula 1, a Mercedes registra 343 largadas, 133 vitórias, 314 pódios, 145 poles, 273 primeiras filas, 116 voltas mais rápidas, 62 dobradinhas e 86 travamentos de primeira fila. Desde 2010, os números são de 331 largadas, 124 vitórias, 297 pódios, 137 poles, 253 primeiras filas, 107 voltas mais rápidas, 57 dobradinhas e 82 travamentos de primeira fila. George Russell soma 154 largadas, 6 vitórias, 26 pódios, 8 poles, 19 primeiras filas e 11 voltas mais rápidas. Kimi Antonelli registra 26 largadas, 1 vitória, 5 pódios, 1 pole, 3 primeiras filas e 4 voltas mais rápidas. As unidades de potência Mercedes totalizam 613 largadas, 241 vitórias, 668 pódios, 251 poles, 508 primeiras filas, 241 voltas mais rápidas, 106 dobradinhas e 134 travamentos de primeira fila.


A programação do fim de semana, no horário de Brasília, terá o treino livre 1 na quinta-feira às 23h30, seguido pelo treino livre 2 na sexta-feira às 03h00. O treino livre 3 ocorre na sexta-feira às 23h30, com a classificação no sábado às 03h00. A corrida será disputada no domingo às 02h00.


A leitura de pista destaca Suzuka como um circuito de alta exigência técnica, com sequências de curvas rápidas e necessidade de precisão. O terceiro piloto da equipe descreve: “O ritmo da pista é impressionante. As curvas rápidas e fluídas exigem muito física e mentalmente, pedindo precisão, comprometimento e total confiança no carro.” A gestão de energia também aparece como variável relevante: “Haverá decisões interessantes em relação ao uso de energia, o que pode gerar novamente boas disputas.”


Fora da pista, a Mercedes apresenta uma atualização visual em parceria com a Y-3 e o designer Yohji Yamamoto. A colaboração coloca a equipe ao lado da seleção japonesa de futebol e do Real Madrid como estruturas que já integraram esse tipo de projeto, com aplicação nos uniformes, capacetes e no W17.


Carlos Rossi / Red Line Motorsport

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