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Estratégia precisa conduz trio do carro #11 à vitória nas 3 Horas do Velocitta pelo Endurance das Estrelas

  • 28 de jun.
  • 4 min de leitura
O Endurance das Estrelas premiou a eficiência. Neste domingo (28), no Velocitta (SP), o trio Beto Cavaleiro, Gaetano Di Mauro e Breno Borges (#11) venceu a corrida de 3 horas da Copa Hyundai HB20. Após 73 voltas e 3h03min07s318, superaram o carro #175 por 9s234 para faturar R$ 100 mil e um HB20 zero km. A vitória coroou a antecipação inteligente do primeiro pit-stop em prova de estratégia.
Beto Monteiro e Marcus (Magnus Torquato)

Beto Cavaleiro, Gaetano Di Mauro e Breno Borges conquistam prova especial da Copa Hyundai HB20 em Mogi Guaçu faturando R$ 100 mil e um carro zero quilômetro


São Paulo, 28 de junho de 2026. O Endurance das Estrelas premiou a eficiência. Neste domingo (28), no Velocitta (SP), o trio Beto Cavaleiro, Gaetano Di Mauro e Breno Borges (#11) venceu a corrida de 3 horas da Copa Hyundai HB20. Após 73 voltas e 3h03min07s318, superaram o carro #175 por 9s234 para faturar R$ 100 mil e um HB20 zero km. A vitória coroou a antecipação inteligente do primeiro pit-stop em prova de estratégia.


A chave para o triunfo do carro #11, que largou da terceira posição sob um clima de 23ºC, foi a leitura ágil das intempéries da corrida. Em um grid com 60 pilotos divididos em 20 trios, o evento extracampeonato exigia o cumprimento de três pit-stops de ao menos seis minutos e um longo de nove. Logo nos giros iniciais, Beto Cavaleiro optou por ir aos boxes entregar o carro para Di Mauro antes mesmo que a direção de prova acionasse a primeira intervenção do safety-car devido a detritos na pista, movimento tático que ditou o ritmo e construiu a sólida vantagem da equipe.


Fugindo do formato de "tiro curto" habitual do calendário, a etapa exigiu adaptação a um cenário de múltiplas variações. Nomes de peso alternaram a ponta na esteira das paradas obrigatórias. Beto Monteiro iniciou comandando as ações, sendo posteriormente superado por Felipe Malinowski, enquanto Denis Navarro, Rafael Abolis, Israel Favarin, Vitor Genz e até mesmo Anna Luiza Pimpão — integrante do único trio feminino da disputa ao lado de Manu Clauset e Maria Luiza Bedin, no #159 — sentiram o gosto de liderar provisoriamente em diferentes stints.


Além da complexidade dos boxes, a resistência mecânica e o imponderável ditaram as frustrações de alguns postulantes. Luan Lopes viu a roda dianteira esquerda de seu #88 se soltar aos 52 minutos, pouco antes de Leo Martins lidar com um pneu furado no #21. Problemas também afetaram o trio de Valentino Ricciardi, Gabriel Sano e Erick Schotten no #46, ao passo que o promissor #18 precisou cumprir um drive-through ao exceder a velocidade de 50 km/h no limite dos boxes, ruindo suas chances.


No trecho final, os cenários se cristalizaram. Di Mauro reassumiu a condução do #11 e herdou a dianteira definitiva após a conclusão das paradas regulamentares dos adversários diretos. Com expressivos 49 segundos de frente sobre o #99 guiado por Victor Tieri, a margem só ruiu pela última chamada do safety-car, motivada por um incidente com o pole position Igor Vacari no #88. Com apenas dois minutos e uma volta no relógio para a relargada final, Di Mauro blindou a primeira posição, cruzando a linha de chegada escoltado por Malinowski (em parceria com Genz e Otávio Colle no #175) e pelo trio do #90 formado por Thaline Chicoski, Ricardo Maurício e Bernardo Cardoso, que asseguraram a terceira praça, a 9s419.


A composição do top-5 teve ainda Marcel Jorand, Gabriel Moura e Enzo Gianfratti na quarta posição com o #16, a 9s678, fechando à frente de Nicolas Costa, Victor Tieri e Nick Garfinkel, donos da quinta colocação no #99, com atraso de 12s759 para os vencedores.


O resultado final ainda registrou Silas Passos, Alberto Cattucci e Leo Reis (#96) em sexto; seguidos por Daniel Demayo, Samuel Damin e Raphael Abbate (#17) em sétimo; Silvio Gatão, Alysson Milo e Yassin Aboobakar (#86) em oitavo; Marco Tomelin, Adilson Jr. e Arthur Gama (#222) em nono; e Agostinho Ardito, Vito Ardito e Rafa Reis (#301) em décimo. Completaram a prova Israel Favarin, Leo Torres e Arnaldo Glavam (#71) em 11º; Rafael Abolis, Renan Valerio e Keka Teixeira (#8) em 12º; Manu Clauset, Anna Luiza Pimpão e Maria Luiza Bedin (#159) em 13º; Leo Martins, Bruno Massa e Marcus Indio (#21) em 14º; Denis Navarro, João Cardoso e Rodrigo Cartolano (#18) em 15º; Thiago Sansana, Leandro Pânica e Galid Osman (#84) em 16º; Ale Xavier, Rafael Silva e Rodrigo Taborda (#126) em 17º; Gabriel Sano, Erick Schotten e Valentino Ricciardi (#46) em 18º; Igor Vacari, Luan Lopes e Beto Monteiro (#88) em 19º; e, por fim, Alex Seid, Antonio Junqueira e Thiago Marques (#1) na 20ª colocação.


Consumada a festa no interior paulista, Di Mauro enalteceu a junção entre máquina e inteligência de box. “Estou muito feliz com todo o trabalho da equipe. Nosso time acelerou muito! Foi graças a todo esse time, na pista e na estratégia, que foi muito boa e encaixou, que conseguimos mais essa. Feliz demais”. A análise foi referendada por Cavaleiro. “A gente fez a estratégia pela manhã. Sabia que aquela parada precoce poderia ser uma chance para nós. Administramos bem a corrida, soubemos poupar os pneus, e acabou dando tudo certo”. Breno Borges coroou a noite destacando a marca pessoal: “Minha primeira vitória em Endurance e na HB20. Só posso agradecer ao Beto, à toda a equipe. O carro esteve incrível, e a Copa HB20 deu show mais uma vez”.


A Copa Hyundai HB20 retoma suas atividades de forma oficial pelo Campeonato Brasileiro no fim de semana de 1º de agosto. O reencontro marcará a estreia da maior categoria monomarca do Brasil no Autódromo Internacional do Mato Grosso, em Cuiabá, para a disputa de uma histórica etapa noturna válida pelo calendário da temporada 2026.


Carlos Rossi / Red Line Motorsport

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