Mercedes e Ferrari estabelecem diretrizes estratégicas para o GP da China
- há 5 minutos
- 3 min de leitura

Após êxito em Melbourne, escuderias analisam dados de gestão de energia e aerodinâmica ativa para o primeiro fim de semana Sprint de 2026
São Paulo, 11 de março de 2026. A Mercedes iniciou o mundial ocupando as duas primeiras posições na Austrália com George Russell e Kimi Antonelli, resultado construído a partir do aproveitamento do Virtual Safety Car. A equipe efetuou a troca para pneus duros na volta 12, enquanto a Ferrari optou por manter Charles Leclerc e Lewis Hamilton na pista, estratégia que acabou resultando no terceiro e quarto lugares após as paradas nos giros 25 e 28. O triunfo de Russell, registrado em 1:23:06.801, representou a 132ª vitória e a 61ª dobradinha da marca alemã na Fórmula 1.
A corrida começou com dificuldades para a primeira fila da Mercedes. Na largada em Albert Park, a equipe apresentou entrega de potência deficitária por baixa carga de bateria, abrindo espaço para que Leclerc avançasse de quarto para a liderança e Hamilton saltasse de sétimo para terceiro. Russell ainda retomou a ponta na volta 2, mas foi superado por Leclerc no giro seguinte em um duelo marcado pelo uso de boost. Ao final, o pódio teve Leclerc a 15,519s do vencedor e Hamilton a 16,144s. Russell descreveu o triunfo como uma vitória “doce”, enquanto Leclerc reconheceu que ainda faltava ritmo para sustentar a primeira posição até a bandeirada.
Com Melbourne já no retrovisor, o foco das equipes se volta agora para o Circuito Internacional de Xangai, que recebe a segunda etapa da temporada em formato Sprint. A programação em Brasília começa na sexta-feira com o único treino livre às 00h30, seguido pela classificação Sprint às 04h30. No sábado, a corrida curta de 19 voltas (103,379 km) acontece à 00h00, enquanto o grid do Grande Prêmio será definido às 04h00. A prova principal, com 56 voltas e 305,066 km, está marcada para domingo às 04h00. O traçado chinês possui uma longa reta de 1,3 km e velocidade máxima esperada de 335 km/h.
Xangai é conhecido por exigir equilíbrio aerodinâmico e precisão na gestão de energia. O circuito apresenta seis zonas de frenagem acima de 2G, três delas superiores a 4G. O recorde em corrida permanece em 1:32.2, estabelecido em 2004, enquanto a volta absoluta mais rápida é de 1:30.6, registrada em 2025. Para a Mercedes, o circuito guarda marcos importantes: seis pole positions consecutivas entre 2012 e 2017 e a primeira vitória da equipe na era moderna da Fórmula 1, conquistada por Nico Rosberg em 2012. O autódromo também sediou o GP número 1.000 da categoria em 2019 e, em 2025, o pódio de Russell representou o 300º da equipe oficial. A etapa de 2026 também marca o início da temporada da F1 Academy, com Payton Westcott representando a marca.
Do lado da Ferrari, a equipe chega à China carregando números expressivos na história da categoria. A Scuderia soma 1.123 Grandes Prêmios disputados e 248 vitórias em 77 temporadas, tendo feito sua estreia no GP de Mônaco de 1950. Em território chinês, a equipe participou de 18 edições da corrida, acumulando quatro vitórias, 13 pódios e duas pole positions. O chefe de equipe Fred Vasseur destacou que o formato Sprint torna ainda mais importante o trabalho no simulador em Maranello para ajustar os carros e explorar os sistemas de aerodinâmica ativa e os modos de ataque. Para celebrar a etapa, a Puma lançou uma coleção limitada inspirada nos uniformes de Charles Leclerc e Lewis Hamilton, desenvolvida especialmente para o mercado chinês.
Carlos Rossi / Red Line Motorsport
























Comentários