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Lando Norris vence GP da Holanda; Mercedes coloca dois no pódio e Verstappen se despede de Zandvoort com acidente

  • há 1 hora
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Lando Norris transformou Zandvoort em mais um capítulo de sua reação na Fórmula 1 ao vencer o GP da Holanda e conquistar o segundo triunfo consecutivo. O piloto da McLaren superou Kimi Antonelli no terço final da prova e abriu mais de 11 segundos até a chegada. A Mercedes completou o pódio com Antonelli e George Russell, enquanto Max Verstappen abandonou após forte acidente diante da torcida holandesa.
Lando Norris vence GP da Holanda (Jiri Krenek / Active Pictures)

Britânico conquista segunda vitória consecutiva após superar Kimi Antonelli; George Russell completa pódio depois de vencer a Sprint, enquanto Ferrari fecha corrida principal em quarto e quinto


São Paulo, 23 de agostro de 2026. Lando Norris transformou Zandvoort em mais um capítulo de sua reação na Fórmula 1 ao vencer o GP da Holanda e conquistar o segundo triunfo consecutivo. O piloto da McLaren superou Kimi Antonelli no terço final da prova e abriu mais de 11 segundos até a chegada. A Mercedes completou o pódio com Antonelli e George Russell, enquanto Max Verstappen abandonou após forte acidente diante da torcida holandesa.


O resultado confirmou a mudança de cenário iniciada antes da pausa de verão. Norris havia conquistado sua primeira vitória de 2026 na Hungria e voltou do intervalo sustentando o crescimento da McLaren justamente em um fim de semana no qual precisou enfrentar chuva, diferentes condições de pista e uma Mercedes capaz de disputar as primeiras posições tanto na Sprint quanto no Grande Prêmio.


A construção do triunfo começou no sábado. Terceiro colocado na Sprint, Norris conquistou posteriormente a pole position para a corrida principal. A chuva que atingiu Zandvoort antes da largada acrescentou uma variável importante, embora tenha diminuído de intensidade antes do início da prova.


Norris conseguiu conservar a primeira posição na largada, mas a corrida mudou de configuração depois do forte acidente de Verstappen. Na última curva ainda úmida, o holandês perdeu o controle da Red Bull e atingiu violentamente as barreiras. Detritos e uma das rodas foram lançados para fora do carro, provocando bandeira vermelha. Verstappen deixou o monoposto sem ferimentos, mas encerrou de maneira precoce sua última participação em casa antes da retirada do GP da Holanda do calendário.


A interrupção abriu uma nova corrida pela vitória. Na relargada, Antonelli reagiu melhor e tomou a liderança, colocando a Mercedes diante da possibilidade de ampliar ainda mais um fim de semana que já havia começado de maneira positiva para a equipe.


Norris, porém, não transformou a perda da posição em uma tentativa precipitada de resposta. O britânico permaneceu próximo ao líder do campeonato, administrou a corrida e esperou até o terço final para recuperar a ponta. A ultrapassagem recolocou a McLaren na frente e, a partir daquele momento, a diferença cresceu até superar 11 segundos na bandeirada.


O desfecho confirmou a segunda vitória consecutiva de Norris em Grandes Prêmios e reforçou a recuperação iniciada na Hungria. Mesmo assim, o atual campeão mundial evitou transformar a sequência em uma declaração sobre a disputa pelo campeonato. “Temos que continuar trabalhando duro. Ainda há muitas corridas, muitas oportunidades para todos. Vou manter a cabeça baixa, continuar trabalhando e elas continuarão surgindo”, afirmou.


A Mercedes saiu da Holanda sem a vitória no domingo, mas com dois carros no pódio e um triunfo na Sprint. Russell havia largado da pole position na prova curta de 24 voltas e controlou a liderança até receber a bandeirada, conquistando pela terceira vez uma vitória em Sprint depois de partir da primeira posição.


Leclerc foi o adversário que mais avançou na fase decisiva daquela disputa. Utilizando pneus macios, o monegasco ultrapassou Norris na volta 18 e terminou em segundo. O piloto da McLaren ainda precisou resistir à aproximação de Antonelli e preservou o terceiro lugar por apenas 0s3, deixando o líder do campeonato em quarto.


Piastri terminou a Sprint na quinta colocação depois de suportar a pressão de Verstappen. Hamilton foi sétimo, e Pierre Gasly garantiu o último ponto disponível ao terminar em oitavo. Gabriel Bortoleto ficou muito próximo da zona de pontuação e recebeu a bandeirada em nono, seguido por Arvid Lindblad.


No Grande Prêmio, a Mercedes precisou assumir riscos para conservar os dois lugares no pódio. Antonelli havia superado Russell no início e chegou a comandar a prova depois da relargada, mas perdeu rendimento na sequência e acabou alcançado por Norris.


Um Virtual Safety Car na fase final acrescentou outra camada à disputa. Com as Ferraris que vinham atrás recebendo pneus novos, a Mercedes chamou Antonelli para uma parada defensiva. A decisão colocou o italiano atrás de Russell, mas a equipe posteriormente inverteu as posições para aproveitar os compostos mais novos do líder do campeonato.


Coube então a Russell proteger o terceiro lugar diante da aproximação da Ferrari. A estratégia funcionou: Antonelli terminou em segundo e o britânico completou o pódio, coroando um fim de semana em que também havia vencido a Sprint.


A Ferrari deixou Zandvoort com um resultado menos expressivo do que aquele obtido por Leclerc na prova curta. A equipe chegou à Holanda confiante de que as características do circuito poderiam favorecer seu carro e colocou seus pilotos em quinto e sexto no grid do Grande Prêmio.


Durante a corrida, porém, a condução estratégica provocou questionamentos. Hamilton passou parte da prova preso atrás do companheiro e demonstrou pelo rádio acreditar que possuía ritmo para avançar. A Ferrari demorou a separar as estratégias, e o britânico aproveitou a pista livre quando finalmente teve espaço para acelerar.


Hamilton ainda se aproximou de Russell na disputa pelo último lugar do pódio, mas não conseguiu transformar a recuperação em uma posição entre os três primeiros. A Ferrari terminou o Grande Prêmio em quarto e quinto, enquanto o britânico questionou pelo rádio se estava sendo utilizado como uma “cobaia” e posteriormente avaliou que uma intervenção mais rápida da equipe poderia ter produzido um resultado melhor.


Para Verstappen, a passagem por Zandvoort teve sentidos completamente opostos entre sábado e domingo. Na Sprint, o holandês terminou em sexto depois de pressionar Piastri. Na corrida principal, a perda de controle na última curva encerrou sua participação praticamente antes que pudesse construir uma reação.


O acidente ganhou peso adicional pelo contexto. Era a última oportunidade de Verstappen disputar um Grande Prêmio diante de sua torcida em Zandvoort antes da saída da prova do calendário, poucos dias depois de o piloto ter assinado uma importante extensão contratual. Diante do desfecho, resumiu o fim de semana como “decepcionante”.


As substituições também produziram histórias próprias. Liam Lawson terminou o Grande Prêmio em sétimo pela Red Bull, mesmo recebendo uma punição de dez segundos por uma infração sob bandeira amarela. A vantagem construída sobre Nico Hulkenberg foi suficiente para que a sanção não alterasse sua posição final.


Yuki Tsunoda também permaneceu próximo dos pontos pela Racing Bulls. O japonês avançou uma posição na largada em condições difíceis e realizou uma ultrapassagem sobre Gasly durante a prova. Sem voltas suficientes para avançar novamente na fase final, terminou em 11º, mas à frente do companheiro de equipe.


Zandvoort encerrou assim seu último Grande Prêmio com diferentes vencedores ao longo do fim de semana e uma mudança importante de protagonista entre sábado e domingo. Russell transformou a pole position em vitória na Sprint; Norris respondeu na corrida principal e deixou a Holanda com o segundo triunfo consecutivo, enquanto a Mercedes converteu velocidade e estratégia em um pódio duplo.


Pontuação extraoficial


Carlos Rossi / Red Line Motorsport

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