Ferrari supera falta de atualizações e assegura pódio de Lewis Hamilton no GP do Canadá
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Em fim de semana marcado por baixas temperaturas em Montreal, britânico brilha com o segundo lugar no Circuito Gilles Villeneuve e Charles Leclerc faz forte prova de recuperação para garantir 37 pontos à Scuderia
São Paulo, 25 de maio de 2026. A Scuderia Ferrari HP consolidou sua evolução técnica ao faturar 37 pontos no Grande Prêmio do Canadá, etapa que rendeu à marca o seu 840º pódio na Fórmula 1. Superando o frio e a baixa aderência, Lewis Hamilton conquistou o segundo lugar com o SF-26, somando mais um troféu à sua temporada. Charles Leclerc, mesmo enfrentando dificuldades de acerto, escalou o pelotão para terminar em quarto, maximizando o ganho da equipe em um fim de semana desafiador.
O expressivo ganho de trinta pontos no domingo, somado aos sete obtidos na Sprint de sábado, materializou um desempenho que o diretor Fred Vasseur tratava com cautela prévia. A equipe italiana desembarcou na América do Norte sem novos pacotes técnicos, diferentemente de suas principais rivais, tornando este quarto top-3 alcançado nas últimas cinco provas uma clara demonstração de força das inovações implementadas anteriormente em Miami. Para o dirigente, o asfalto canadense exigiu muito mais do que potência: as temperaturas geladas provaram que a confiança cega no equipamento seria o fator determinante para conseguir gerar calor na borracha e encontrar o limite do carro.
Foi exatamente nessa variável que o dono do carro #44 estabeleceu seu domínio interno. Relatando uma sintonia imediata com a máquina desde o primeiro treino livre, o veterano inglês aproveitou ao máximo os compostos macios usados para tracionar bem na pista escorregadia, engolindo Oscar Piastri logo nas curvas iniciais. Embora tenha cedido espaço momentâneo para Max Verstappen no stint inaugural, o heptacampeão impôs um ritmo consistente que pavimentou uma caçada final celebrada nos boxes. Restando apenas cinco giros para o fim, Hamilton consumou a ultrapassagem decisiva sobre o adversário da Red Bull, selando sua segunda ida ao pódio no ano — sucessora do terceiro posto obtido na China —, e enalteceu a intensidade divertida da disputa como a verdadeira essência do esporte.
A jornada do carro #16, por outro lado, exigiu extrema resiliência tática. O piloto de Mônaco, que já direciona o foco para sua corrida em casa na próxima etapa do calendário, lidou com um incômodo contínuo para achar a janela térmica de funcionamento dos pneus. Contudo, sua agressividade na largada mascarou o desconforto: partindo da oitava posição, ele despachou Isack Hadjar logo nos metros inaugurais. Com a dinâmica do pelotão migrando gradativamente dos pneus intermediários para os slicks, o desenho tático inicial logo posicionou o inglês na terceira praça e o monegasco na quinta. Disposto a entender essa diferença brutal de adaptação com o exato mesmo carro, Leclerc garantiu que irá se aprofundar na telemetria do companheiro antes do desafio no principado.
O ponto de inflexão estratégica para amarrar o resultado duplo tomou forma na volta 31. Aproveitando o acionamento do Safety Car Virtual, a equipe de Maranello convocou os dois carros simultaneamente para a instalação dos pneus médios que iriam durar até a bandeirada. Se o britânico sustentou sua terceira colocação intacta na saída dos pit stops, a parada custou temporariamente o quarto lugar de Leclerc, que foi superado por Hadjar. A resposta, classificada pela equipe como uma ação limpa e definitiva, ocorreu na volta 40, quando uma ultrapassagem cirúrgica devolveu a posição ao monegasco. No balanço final de Vasseur, a competitividade perene de Hamilton aliada ao notável esforço de recuperação de seu parceiro atestam um saldo francamente animador para a sequência do campeonato.
Carlos Rossi / Red Line Motorsport
























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