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Fórmula 1600 retorna a Cascavel para rodada decisiva do Paulista e da Copa Brasil

há 3 minutos
4 min de leitura
A Fórmula 1600 volta a Cascavel nos dias 19 e 20 de setembro para uma rodada com peso duplo na temporada. Transferida de Goiânia em razão das reformas no Autódromo Internacional Ayrton Senna, a programação no Paraná valerá simultaneamente pela 9ª etapa do Campeonato Paulista e pela 3ª da Copa Brasil, em um momento de margens reduzidas nas principais classificações.
Disputa pela liderança da 2ª Corrida da 8ª Etapa em Interlagos (Carlos Rossi/Red Line Motorsport)

Mudança de Goiânia leva a 9ª etapa do Campeonato Paulista e a 3ª da Copa Brasil ao Autódromo Zilmar Beux, após categoria passar pelo desafio especial das 50 Milhas de Piracicaba


Cascavel/PR, 15 de setembro de 2026. A Fórmula 1600 volta a Cascavel nos dias 19 e 20 de setembro para uma rodada com peso duplo na temporada. Transferida de Goiânia em razão das reformas no Autódromo Internacional Ayrton Senna, a programação no Paraná valerá simultaneamente pela 9ª etapa do Campeonato Paulista e pela 3ª da Copa Brasil, em um momento de margens reduzidas nas principais classificações.


Antes de retomar a disputa pelos dois campeonatos, porém, pilotos e equipes passaram por um desafio completamente diferente. Entre 21 e 23 de agosto, as 50 Milhas de Piracicaba levaram a Fórmula 1600 ao ECPA para uma prova independente, no formato Endurance, com 50 voltas e distância aproximada ao dobro daquela percorrida em uma corrida convencional de 12 voltas em Interlagos.


Sem distribuir pontos para o Paulista ou para a Copa Brasil, a prova de Piracicaba quebrou momentaneamente a lógica das etapas regulares. A duração maior acrescentou fatores como preservação do equipamento, tráfego, estratégia e, nas duplas, troca de pilotos. Superado esse compromisso especial, a temporada retoma em setembro as disputas que influenciam diretamente as classificações.


E o retorno acontece justamente em um circuito que deixou referências recentes. O Autódromo Internacional Zilmar Beux reaparece no calendário apenas duas etapas depois de receber a 7ª rodada do Paulista e a segunda da Copa Brasil. Na passagem de julho, os 3.058 metros e oito curvas do traçado paranaense apresentaram dois cenários opostos: chuva intensa na primeira corrida e pista seca na segunda, com disputas que avançaram até os últimos metros.


Lucas Monteiro venceu as duas provas daquela rodada na classificação geral e na Divisão Super. A segunda terminou com Marcel Fachini apenas 0s030 atrás, depois de uma recuperação iniciada no fundo do grid. Fachini ainda estabeleceu a volta mais rápida da corrida, em 1min14s309.


A Light teve vencedores diferentes. Luiz Las Casas levou a primeira corrida, enquanto Léo Tafner ganhou a segunda e terminou também na terceira posição geral. Na Master, Igor Costa venceu sob chuva e Alexandre Bonilha ficou com o primeiro lugar na prova disputada em pista seca.


Entre aquela passagem por Cascavel e o novo compromisso no Paraná, a Fórmula 1600 realizou a 8ª etapa em Interlagos. O fim de semana paulistano novamente produziu diferenças mínimas na frente: Marcel Fachini venceu a primeira corrida, enquanto Lucas Monteiro respondeu na segunda ao superar o tricampeão na linha de chegada por somente 0s079.


A combinação dos resultados mantém os dois separados por 39 pontos na classificação geral do Campeonato Paulista. Lucas ocupa a liderança com 237 pontos, Marcel aparece em segundo com 198 e Guilherme Oliva é o terceiro colocado, com 104.


Na Divisão Super, e já com descartes, Lucas também lidera com 205 pontos válidos, enquanto Fachini soma 190. Oscar Moraes aparece na terceira posição da tabela, com 127 pontos; Gabriel Souza ocupa o quarto lugar, com 122; JP Morato é o quinto, com 114; e Alan Synthes completa os seis primeiros, com 35.


A etapa anterior acrescentou mais um elemento ao histórico recente dessa disputa. Em Interlagos, Synthes saiu do fundo do grid para terminar a primeira corrida em segundo e voltou a ocupar uma das três primeiras posições no domingo, quando foi terceiro. Fachini e Lucas, por sua vez, dividiram as vitórias em duas provas marcadas por sucessivas mudanças na liderança.


A Master apresenta outro confronto de margens relativamente curtas. Alexandre Bonilha assumiu a primeira posição e soma 185 pontos, 22 à frente de Edu Dias, segundo com 163. Igor Costa aparece logo depois, com 159, mantendo três pilotos separados por 26 pontos.


Odair Possa ocupa a quarta posição, com 115 pontos. Daniel Almeida aparece em quinto, com 59, e José Ambrosio completa os seis primeiros da divisão, com 48.


Cascavel também guarda referências recentes para esse grupo. Na 7ª etapa, Igor Costa venceu a primeira corrida da Master e Alexandre Bonilha triunfou na segunda. Já em Interlagos, Edu Dias ganhou a prova de abertura, enquanto Bonilha ficou com a vitória no domingo.


Na Light, Guilherme Oliva sustenta a liderança do Paulista com 190 pontos. Léo Tafner ocupa a segunda posição, com 166, deixando a diferença entre eles em 24 pontos. Gabriel Reis aparece em terceiro, com 130, depois de vencer as duas corridas da divisão na rodada de Interlagos.


Otávio Almeida é o quarto colocado, com 125 pontos, Luiz Las Casas soma 103 na quinta posição e Marcelo Ferreira fecha o grupo dos seis primeiros, com 74.


O próprio histórico da temporada ajuda a mostrar como a disputa da Light pode mudar de uma rodada para outra. Em julho, Las Casas e Tafner dividiram as vitórias em Cascavel. Na passagem seguinte por Interlagos, Gabriel Reis conquistou as duas provas. Tafner foi terceiro da divisão na corrida de sábado, mas não completou a segunda após ser atingido na traseira durante uma relargada, contato que danificou a caixa de câmbio do carro #12.


Além do Paulista, a rodada paranaense também terá influência direta sobre a Copa Brasil, que chega à terceira etapa com Lucas Monteiro na liderança da classificação geral.


O piloto do carro #22 soma 70 pontos depois das duas primeiras rodadas. Marcel Fachini ocupa o segundo lugar, com 30, enquanto Léo Tafner aparece apenas um ponto atrás, na terceira posição, com 29.


A transferência para Cascavel ocorreu porque o Autódromo Internacional de Goiânia – Ayrton Senna, destino originalmente previsto para os dias 19 e 20 de setembro, está fechado para reformas na pista. Com isso, o Zilmar Beux receberá novamente a Fórmula 1600 no mesmo ano.


O intervalo entre as duas passagens pelo circuito paranaense ainda acrescentou um contraste particular ao calendário. Depois de experimentar nas 50 Milhas uma corrida em que foi necessário administrar um desafio de 50 voltas, a Fórmula 1600 retoma em Cascavel o formato habitual e, com ele, a pressão imediata das disputas pelos pontos do Paulista e da Copa Brasil.


Mais do que uma simples repetição de circuito, a mudança coloca o campeonato novamente diante de um traçado que já produziu chuva, recuperação do fundo do grid, vitórias em três divisões e uma decisão por três centésimos de segundo. Agora, com o Paulista entrando em sua 9ª etapa e a Copa Brasil chegando à terceira rodada, cada resultado passa a ter peso ainda maior na construção das disputas pelos títulos.


*Pontuação extraoficial


Carlos Rossi / Red Line Motorsport

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