Brasília entrega etapa intensa da Fórmula 1600 com reviravoltas, punição decisiva e disputas até o fim
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Entre escaladas, intervenções e mudanças de cenário, fim de semana reúne vitória de Lucas Monteiro, reação de Fachini e triunfo de Oscar Moraes na Corrida 2
São Paulo, 22 de março de 2026. A etapa de Brasília da Fórmula 1600, válida pela 3ª rodada do Campeonato Paulista e abertura da Copa Brasil, foi construída em dois atos distintos e complementares. Entre intervenções, mudanças de liderança e decisões fora da pista, o fim de semana apresentou um panorama técnico exigente e resultados definidos nos detalhes.
A Corrida 1 abriu a programação com instabilidade desde a largada. Rafael Henning partiu da pole, com Gabriel Souza e Lucas Monteiro logo atrás. Ainda nos primeiros metros, Gabriel assumiu a liderança, seguido de perto por Lucas, enquanto o pelotão se reorganizava.
Mais atrás, Marcel Fachini iniciou uma recuperação imediata. Após largar da 14ª posição por desclassificação na tomada de tempos, avançou de forma agressiva e já aparecia entre os primeiros colocados antes mesmo da conclusão da volta inicial.
A primeira neutralização veio após a saída de pista de Marcelo Ferreira, eliminando qualquer vantagem construída na ponta. Com o pelotão agrupado, a relargada trouxe novo cenário de disputa direta. Lucas passou a pressionar Gabriel, enquanto João P. Morato se mantinha próximo na briga pelas primeiras posições.
Na sequência, a corrida seguiu marcada por incidentes. Morato abandonou após escapada, e Fachini, já inserido no grupo da frente, executou uma ultrapassagem dupla para assumir a vice-liderança. Pouco depois, nova intervenção voltou a compactar o pelotão, e a chuva passou a influenciar as condições de pista.
Enquanto isso, no meio do pelotão, a prova também se transformava. Guilherme Possa, que largou como principal referência da divisão Light, começou a perder terreno ao longo das voltas, enquanto outros nomes ganhavam posições em ritmo mais consistente, refletindo a dificuldade de adaptação às mudanças de aderência.
Com outro episódio envolvendo múltiplos carros fora da trajetória e nova neutralização, a prova foi encerrada sob safety car. Na pista, Lucas Monteiro cruzou em primeiro, seguido por Rafael Henning e Marcel Fachini.
Após a prova, no entanto, o resultado foi revisado. A partir de reclamação de Oscar Moraes, a direção de prova aplicou punição a Fachini por ultrapassagem sob bandeira amarela. A manobra ocorreu no mesmo instante da sinalização, sem tempo hábil de reação. Com isso, o piloto foi reposicionado para a 11ª colocação na classificação geral, mantendo o terceiro lugar na divisão Super.
Se o sábado foi marcado por intervenções e decisões posteriores, o domingo apresentou um roteiro igualmente dinâmico desde o início.
Na Corrida 2, Lucas Monteiro largou da pole position, com Oscar Moraes ao seu lado e Guilherme Possa como principal referência inicial da divisão Light. Léo Tafner partia logo atrás na categoria, enquanto Marcel Fachini novamente iniciava do fundo do pelotão.
A primeira largada foi interrompida ainda na volta inicial. Apesar de Lucas sustentar a liderança e Oscar reagir após perder posições momentaneamente, problemas no procedimento levaram à bandeira vermelha, exigindo nova formação do grid nas posições originais.
Na relargada, Lucas voltou a controlar a ponta com ritmo forte. Tafner teve excelente saída e assumiu a liderança da Light, enquanto Fachini iniciou nova escalada consistente, rapidamente alcançando o grupo dos primeiros colocados — movimento confirmado também pela progressão observada no mapa de voltas.
Antes mesmo da corrida se estabilizar, o pelotão intermediário já mostrava forte movimentação. Guilherme Possa, que havia largado entre os primeiros e como referência inicial da divisão Light, acabou perdendo diversas posições ainda na largada, caindo no pelotão. A partir daí, passou a construir uma corrida de recuperação, enquanto nomes como Guilherme Oliva e Marcelo Ferreira avançavam posições com ritmo consistente.
Uma intervenção precoce do safety car voltou a agrupar o pelotão. A partir daí, a corrida ganhou nova dinâmica: Oscar Moraes avançou para a liderança, enquanto Rafael Henning, com ritmo elevado, chegou a assumir a ponta em momento intermediário da prova, antes de perder rendimento nas voltas seguintes.
Mais ao centro do pelotão, o carro # 78, de D. Almeida / S. Freitas, mantinha presença constante entre os primeiros colocados, sempre orbitando o grupo do top 5, sustentando de forma sólida a liderança da divisão Master.
No bloco da frente, a disputa se intensificou com Marcel Fachini e Lucas Monteiro alternando posições na luta direta pelo pódio, em um duelo sustentado por várias voltas. Ao mesmo tempo, Gabriel Souza, após largar do fundo em função dos acontecimentos da Corrida 1, avançava de forma consistente, retornando ao grupo dos primeiros colocados.
Léo Tafner, além de assumir a liderança da Light ainda nas voltas iniciais, manteve-se inserido no top 10 geral durante boa parte da prova, consolidando uma atuação sólida mesmo em meio às sucessivas intervenções e relargadas.
Com novas neutralizações e o pelotão constantemente reagrupado, a definição ficou concentrada nas voltas finais. Após a queda de rendimento de Henning, Oscar Moraes reassumiu a liderança, com Fachini e Lucas logo atrás.
Nos momentos decisivos, Lucas Monteiro conseguiu retomar a segunda posição, resultado que se manteve até a bandeirada. Oscar Moraes confirmou a vitória, Lucas garantiu o segundo lugar — reforçando sua consistência na divisão Super — e Marcel Fachini completou o pódio após mais uma recuperação sólida ao longo da corrida.
Na divisão Master, o carro # 78, de D. Almeida / S. Freitas, confirmou a vitória sustentado por regularidade ao longo de toda a prova. Já na Light, Léo Tafner converteu o bom posicionamento inicial em resultado efetivo, assumindo a liderança da categoria ainda no início e mantendo o controle até o final.
Assim, a etapa de Brasília se consolidou como uma das mais dinâmicas da temporada até aqui, combinando leitura de corrida, adaptação às intervenções e decisões que foram além da bandeira quadriculada.
Carlos Rossi / Red Line Motorsport




















